O Guarani venceu o Dérbi 213, então, parabéns! Mas é preciso uma análise fria do que aconteceu dentro de campo.
O que se vê nas substituições de Matheus Costa no Guarani são as chamadas trocas de seis por meia dúzia. Isso será suficiente na Série C ?
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 2 (AFI) – Foi um dérbi campineiro de êxtase à maioria dos torcedores do Guarani, com a vitória por 1 a 0 sobre a rival Ponte Preta, na tarde de sábado passado.
E com sabor de ‘vingança’, pois no ano passado o clube havia sofrido três derrotas da maior rival.
Na somatória deste Paulistão, registro para a terceira vitória consecutiva e caminho à classificação à próxima fase da competição.
Se motivos não faltam para a comemoração, evidente que aqueles realistas projetam o restante do ano. Principalmente a Série C do Brasileiro, tanto quee estão alertas em relação à condução do elenco pelo treinador Matheus Costa.

EQUÍVOCO NO DÉRBI
Quando da expulsão do goleiro Caíque França, aos 20 minutos do primeiro tempo, a lógica indicava que o treinador fosse sacar um jogador de ataque, e tinha duas opções para isso: Guilherme Parede e Maranhão.
Se argumentarem que Matheus Costa teria preferido tirar um volante, com suposto argumento que não pretendia perder a ofensividade da equipe, a justificativa não cola.
Por mais que o comandante tivesse subestimado a capacidade de a Ponte Preta importunar a sua defesa, ficou claro que aquela posse de bola bugrina de 81%, até então, foi trocada por predomínio do adversário.
Quem enxerga o ‘bê-a-bá da bola’ claramente teria a percepção que o meio de campo do Guarani ficaria desguarnecido com a saída de um volante, pois o meia Isaque não é talhado para a marcação, e atacantes de beirada não fecham por dentro quando da recomposição.

GUARANI DOMINADO
Já na segunda metade do primeiro tempo, a Ponte Preta passou a ter posse de bola e criou três reais oportunidades de gols, desperdiçadas por falta de perícia daqueles que as concluíram.
O raciocínio lógico é o seguinte: e se o Guarani estivesse enfrentando um adversário com mais capacidade nas finalizações?
E mesmo subestimando a capacidade de arremates da Ponte, foi uma decisão arriscadíssima.
BOLA ALONGADA?
Se Matheus Costa imaginou que a Ponte fosse se encorajar ofensivamente e assim poderia surpreendê-la com bolas alongadas nos contra-ataques, também se equivocou, pois os chutões visando a ofensiva foram devolvidos pela rival.
Por sorte, a capacidade física da Ponte Preta foi ‘ruindo’ a partir da metade do segundo tempo, ocasião que o Guarani – mais inteiro – se sobressaiu.
O que se vê nas substituições de Matheus Costa são as chamadas trocas de seis por meia dúzia.
Substitui um atacante de beirada por outro da mesma função.
Sai um meia e entra o outro. E assim por diante.
PROCESSO DE REFORMULAÇÃO
Aí, recebi mensagem do bugrino Raul Celestino Soares, com alegação que estou muito exigente neste processo de reformulação do clube.
Foi quando fiz questão de recapitular em que circunstâncias ocorreram essas três últimas vitórias.
O Velo Clube fatalmente fará dobradinha com a Ponte Preta no rebaixamento à Série A2, e não serve de avaliação.
A Portuguesa tinha pleno domínio do jogo contra o Guarani, quando da expulsão de um de seus zagueiros ainda no primeiro tempo, e o jogo ganhou outros contornos.
Por fim, essa história bem explicitada sobre o dérbi.
PROJEÇÃO PARA A SÉRIE C
Esses indicativos deveriam servir de avaliação se de fato vale a pena o Guarani encarar a próxima Série C, a partir de abril, com os discutíveis conceitos do treinador Matheus Costa.
Se tiver que proceder troca, a definição deve ocorrer antes do início da competição nacional.
Trocar o pneu com o carro em movimento não seria conveniente.
É uma questão a ser observada, para depois não surgir lamentação.





































































































































