Vitória x Ponte Preta – Tabu histórico motiva a Macaca

A Ponte jamais perdeu para o Vitória em jogos válidos pela elite do Brasileirão

Em jogos válidos pela elite do Brasileirão, os dois times se enfrentaram 12 vezes, sendo oito vitórias da Ponte Preta e quatro empates. A última vez foi em dezembro de 2004 e não traz boas lembranças para os baianos

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Campinas, SP, 13 (AFI) – A Ponte Preta vem embalada com a vitória sobre o Criciúma e espera confirmar a reação no Campeonato Brasileiro nesta quarta-feira, mas a tarefa será bastante complicada. O time campineiro enfrenta o Vitória, às 21 horas, no Estádio Barradão, pela 14ª rodada. Os números, porém, são a favores dos alvinegros, que defendem um tabu histórico.

Em jogos válidos pela elite do Brasileirão, os dois times se enfrentaram 12 vezes, sendo oito vitórias da Ponte Preta e quatro empates. A última vez foi em dezembro de 2004 e não traz boas lembranças para os baianos. Com a derrota por 2 a 1, em pleno Barradão, o Vitória teve o rebaixamento para a Série B decretado.

Nas últimas três rodadas, a Ponte Preta conquistou dois empates (1 a 1 com Vasco da Gama e Fluminense) e uma vitória (sobre o Criciúma por 3 a 1). Os resultados positivos distanciaram o time campineiro da zona de rebaixamento. Atualmente, os comandados de Paulo Cesar Carpegiani estão na 13ª colocação, com 15 pontos, quatro a menos que o Vitória, oitavo colocado.

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Caras conhecidas!
Um dos grandes responsáveis pelo acesso do Vitória na Série B do Brasileiro de 2012, Paulo Cesar Carpegiani comandou o time rubronegro em boa parte do campeonato – foram 32 jogos, 19 vitórias, sete empates e seis derrotas -, mas acabou sendo demitido na reta final. PC Gusmão assumiu o cargo e apenas deu seguimento ao trabalho que vinha sendo realizado pelo seu antecessor.

A saída de Carpegiani, porém, não foi das melhores e a tendência é que o clima no Barradão esteja pesado. No ano passado, o presidente Alexi Portela criticou o treinador ao explicar sua demissão: “Ele foi uma decepção muito grande. É um treinador conceituado, mas falou muita besteira. Acho que é a hora dele parar de treinar”. A resposta veio no mesmo tom: “O presidente é influenciável e traz muita insegurança. Se ele fosse uma pessoa com maior capacidade, talvez com títulos”, retrucou o ex-comandante rubronegro, hoje na Ponte.

Outro que atualmente está na Macaca e contribuiu para o acesso do Vitória no ano passado é o atacante William. Artilheiro do país em 2013 (24 gols) e do Brasileirão (nove gols), o camisa 9 fez uma boa dupla com Elton e terminou como um dos maiores goleadores do time rubronegro (oito gols). No final do ano, porém, as partes não chegaram a um acerto financeiro para a renovação de contrato.

Revelado nas categorias de base do São Bernardo, o atacante Rildo passou por Fernandópolis e Ferroviária até chegar ao Vitória em 2011. No ano passado, acertou sua transferência para a Ponte Preta e vem sendo um dos destaques no Brasileirão. Do outro lado, o meia Renato Cajá vai reencontrar o clube em que ganhou projeção nacional. Camisa 10 na campanha do vice-campeonato paulista de 2008 e no acesso da Série B de 2011, Cajá esteve perto de voltar para a Macaca no início do ano, mas as conversas melaram por questões financeiras.

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Inúmeros problemas
Mesmo negociado, Gabriel Paulista fará sua despedida com a camisa rubronegra diante da Ponte Preta. O zagueiro, que vem atuando como lateral-direito nos últimos jogos, treinou normalmente nesta terça-feira e confirmou que vai para o jogo. No entanto, essa é a única notícia boa recebida pelo técnico Caio Júnior, que terá vários desfalques.

Os laterais Nino Paraíba, Danilo Tarracha e Mansur, o meia Escudero e os atacantes Dinei e Leílson estão vetados pelo departamento médico. Já o volante Michel foi barrado pelo treinador e sequer está relacionado para essa partida. A tendência é que ele seja substituído por Luís Alberto. A grande preocupação de Caio Júnior, porém, está no sistema ofensivo.

Sentindo dores musculares na coxa direita, Maxi Biancucchi sequer participou do coletivo realizado nesta terça-feira e iniciou um trabalho no departamento médico. Sua presença no jogo contra a Macaca foi praticamente descartada pelo médico Rodrigo Vasco da Gama: “É mais prudente perdemos o jogador em um jogo do que correr o risco dele sofrer uma lesão mais séria”. O primo de Messi é o vice-artilheiro do Brasileirão, com oito gols, atrás apenas de William, da Ponte Preta.

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Na base da conversa
Ao invés de realizar um coletivo nesta terça-feira, o treinador se reuniu com os jogadores nos vestiários do Majestoso por cerca de uma hora para falar sobre o adversário da próxima rodada. A preocupação está justamente em relação ao sistema ofensivo do Vitória. Por isso, o lateral-direito Régis, que atuou na esquerda contra o Criciúma, dá lugar para o zagueiro Ferrón. Assim, Diego Sacoman fará a função de lateral.

A outra mudança é no meio-campo. O volante Baraka retorna depois de cumprir suspensão automática e Magal fica apenas como opção no banco de reservas. O lateral-direito Luís Advíncula e o meia Ramírez foram convocados para a seleção peruana e continuam de fora, assim como Fernando Bob, lesionado. Sem maiores problemas, Carpegiani vai manter o restante do time que venceu o Criciúma.

“O campo do Barradão é largo, pesado e a torcida faz uma pressão grande lá dentro. Mas se o gol não sair depois de 15 ou 20 minutos a torcida começa a pegar no pé. Temos que saber explorar esses pontos negativos, conforme o Carpegiani nos alertou. Se ficarmos esperando, o adversário cresce”, afirmou o atacante William.