Vitória da Seleção na Copa América livra CBF de vexame histórico

Entidade teve que engolir eliminação precoce no feminino e derrota no Sub-20

Entidade teve que engolir eliminação precoce no feminino e derrota no Sub-20

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Campinas, SP, 21 (AFI) – A Confederação Brasileira de Futebol não poderia viver pior momento. Cada vez mais desacreditada entre clubes e outras confederações internacionais, após a prisão do ex-presidente José Maria Marin, a CBF viu a seleção comandada por Dunga evitar um final de semana trágico, que deixaria ainda mais expostas as mazelas do futebol brasileiro.

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A CBF foi colocada em xeque antes mesmo do final de semana passar e deixou claro que perdeu completamente a força política. Nos bastidores, a entidade não conseguiu defender o atacante Neymar, principal jogador brasileiro na Copa América, da punição de três jogos imposta pela Conmebol após a expulsão contra a Colômbia, em jogo válido pela segunda rodada. A Argentina, por sua vez, conseguiu mudar a escalação de um árbitro antes do duelo contra o UruguaioOs desarranjos políticos colocaram o empresário e apresentador, João Dória Júnior, como chefe da delegação brasileira no Chile. Sem experiência nenhuma com futebol, ele precisou voltar ao Brasil e deixou a Seleção sem liderança nos bastidores. A CBF teve que comandar a defesa de Neymar daqui do Brasil. Vale lembrar que o pedido de apelação do atacante será julgado até quarta-feira, mas ele ainda deve ficar com uma punição pesada.

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FRACASSOS…
O final de semana de fracassos da CBF começou na madrugada de sábado, quando a categoria Sub-20 perdeu a decisão do Mundial para a Sérvia, por 2 a 1. Mesmo infinitamente melhores durante toda partida, os jogadores sentiram a falta de uma preparação maior. O técnico Rogério Micale (foto) foi contratado menos de 20 dias antes do início do torneio. Com os jogadores já inscritos, a CBF decidiu demitir Gallo e anunciar o novo técnico. Outra prova de que planejamento não está nos dicionários do homens de comandam o futebol brasileiro.

No domingo, foi o dia das mulheres. Garra e brio não faltaram, mas a Seleção Feminina não conseguiu superar a Austrália e foi eliminada nas oitavas-de-final da Copa do Mundo. A saída precoce do Brasil pode ser considerada um reflexo da falta de investimento na modalidade. Apesar de ter uma comissão técnica de respeito, que se desdobra para montar um time competitivo, o futebol feminino ainda é colocado em último plano e recebe mixaria para sobreviver.

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Uma eliminação dos comandados de Dunga na Copa América, neste domingo, que era possível antes do começo da partida, comprovaria a incompetência da entidade e ressaltaria a necessidade de uma reconstrução estrutural em todos os segmentos (base, feminino, masculino e clubes). A vitória por 2 a 0 sobre a Venezuela não muda muita coisa, só livra o pescoço da CBF. Ou evoluímos ou ficaremos para trás sempre.