Vitória da Ponte teve o dedo de Brigatti e superação da boleirada
Time sai de Florianópolis com 2 a 0 sobre o Figueirense
Vitória da Ponte teve o dedo de Brigatti e superação da boleirada
O assunto do sábado foi o francês Mbappé e aquele pique de 64m. Jogos das oitavas-de-final da Copa entram na postagem abaixo.
Teria a Ponte Preta melhorado da água para o vinho para conquistar vitória sobre o Figueirense por 2 a 0, em Florianópolis?
Claro que não. Foi sim uma vitória da superação. O time quase não falhou defensivamente. Não houve registro do número exagero de erros de passes. E tem-se que dar méritos ao treinador interino João Brigatti quer na escalação, quer em substituições de jogadores.

Quem supunha que a Ponte fosse se retrancar no início da partida da noite deste sábado, se equivocou redondamente. Encarou o Figueirense em nível de igualdade, com a diferença de ter sido mais competitiva. Sem a bola, até o atacante Júnior Santos ajudava na marcação.
JOÃO VITOR E RUAN
A escalação do volante João Vitor deu mais consistência ao meio de campo, visto que ajudava a coordenar a saída de bola da defesa.
Outra grata surpresa foi a atuação do estreante Ruan, que além da eficiência na marcação, ainda foi rápido na transição, permitindo desafogo de jogadas pelo lado esquerda do time pontepretano.
Essa postura da Ponte aniquilou as jogadas ofensivas do Figueirense durante o primeiro tempo, tanto que o goleiro Ivan não foi exigido.
Oportunidade real da Ponte naquele período foi nos pés de André Luís, logo aos oito minutos, em bola espalmada pelo goleiro Dênis.
O mesmo Dênis cometeu erro crasso ao rebater bola defensável em cobrança de falta de Danilo Barcelos, do meio da rua, aos 42 minutos.
Após o rebote, o zagueiro pontepretano Léo Santos testou a bola que atingiu o travessão, e ainda aproveitou a sobra – mesmo tendo passado da bola – para tocá-la com o calcanhar para o gol.
FIGUEIRENSE PRESSIONA
Como se previa, após o intervalo o Figueirense pressionou em busca do empate, e só não o alcançou porque o atacante Maicon Leite perdeu gol incrível, logo aos cinco minutos.
Num dos raros lances de hesitação, o zagueiro Renan Fonseca ficou apenas olhando o adversário testar livre de marcação, para fora.
A segunda grande chance dos catarinenses foi decorrente de chute forte Diego Renan, ocasião em que o goleiro Ivan rebateu a bola para o seu campo de jogo, quando poderia visar a linha de fundo. João Paulo ficou com o rebote e, livre de marcação, chutou a bola pra fora.
Brigatti demorou um pouco, mas teve a necessária leitura de que a Ponte havia perdido a força de marcação no meio de campo.
É que João Vitor, cansado, já não tinha igual rendimento, e foi substituído por Marciel.
Também desgastado deixou o gramado Ruan, em alteração que mudou a estruturação tática da equipe. Houve o recuo de Barcelos para a lateral, Júnior Santos – então centralizado – ocupou os espaços da beirada de campo, saindo da reserva Neto Costa para atuar como centroavante.
O setor de meio de campo só não foi recomposto totalmente na marcação porque Thiago Real também havia cansado, e já não fechava os espaços como no primeiro tempo.
SEGUNDO GOL
Apesar disso, a Ponte deixou de correr risco e passou a importunar o adversário em contra-ataques, dois deles através de Felipe Saraiva, que havia substituído André Luís.
Aos 41 minutos, ele chutou a bola em cima do goleiro Dênis, que defendeu com o pé. Quatro minutos depois, com a zaga catarinense desguarnecida, e lançado em velocidade, partiu em velocidade e ampliou a vantagem pontepretana.
Portanto, vitória com o dedo de Brigatti, aplicação dos jogadores, sem que isso signifique melhoria considerável de condição técnica.
O lateral Igor não é confiável, Barcelos mais errou de que acertou, e o atacante Júnior Santos ‘tropicou’ na bola. Logo, não faz por merecer vaga no time.
Tem-se que considerar que mesmo bem marcado, o Figueirense jogou bem abaixo de suas reais possibilidades.





































































































































