Vini Jr. explica pênalti contra Noruega: "Não sou vaidoso"

Ancelotti afirmou que Vini não estava na lista elaborada pela comissão técnica dos cinco melhores batedores de pênalti do elenco

Vini entregou a bola para Bruno Guimarães cobrar quando o placar ainda marcava 0 a 0 e viu o camisa 8 desperdiçar a chance

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Vini foi muito criticado por não assumir a responsabilidade - Foto: Reprodução / Instagram

Campinas, SP, 06 (AFI) – Artilheiro da seleção brasileira na Copa do MundoVinícius Junior reforçou o que disse Carlo Ancelotti e explicou que ele não era uma das opções disponíveis para cobrar o pênalti contra a Noruega que o atacante Matheus Cunha sofreu e o volante Bruno Guimarães desperdiçou.

Vini entregou a bola para Bruno Guimarães cobrar. A penalidade desperdiçada no primeiro tempo fez falta ao Brasil, que foi castigado por Haaland no final e terminou eliminado pela Noruega com derrota por 2 a 1. No momento em que volante errou a batida, o jogo estava empatado sem gols.

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“Sempre falo que nunca fui vaidoso de escolher a artilharia”, afirmou Vini Jr em rápida entrevista na zona mista depois da derrota no MetLife Stadium.

“Sempre pensei na equipe, e no momento o correto era o Bruno bater. É do jogo, você pode errar e acertar. Demos muita força a ele pela competição que fez”, acrescentou o camisa 7, autor de quatro gols na competição.

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VINI FORA DO TOP 5

Em entrevista coletiva, Ancelotti afirmou que Vini não estava na lista elaborada pela comissão técnica dos cinco melhores batedores de pênalti do elenco.

Essa relação, feita a partir de “critérios estatísticos”, segundo Ancelotti, tinha Raphinha, Neymar e Igor Thiago entre os principais cobradores, mas como todos estavam no banco de reservas no momento da penalidade, o escolhido para cobrar foi Bruno Guimarães, o titular que tinha o melhor aproveitamento no fundamento – o outro era Gabriel Martinelli.

QUEDA PRECOCE

Vini deu poucas respostas aos jornalistas e evitou fazer uma avaliação mais aprofundada sobre as razões da queda precoce da seleção no Mundial. Foi a pior campanha em uma Copa do Mundo em 36 anos – em 1990, a equipe também foi eliminada nas oitavas.

“Tenho poucas palavras pra falar agora, de como foi o jogo, do que deveríamos ter feito”, limitou-se a dizer. “Na Copa do Mundo, não tem adversário fraco”, completou o astro do Real Madrid.

A delegação retornará ao Rio de Janeiro em voo fretado na terça-feira, em horário a definir. Os atletas têm a opção de escolher outro destino.