"Vendendo o almoço para comprar a janta", diz diretor financeiro do Cruzeiro

O déficit, que era de R$ 800 milhões no fim de 2019, aumentou para R$ 942 milhões no fim de maio

O déficit, que era de R$ 800 milhões no fim de 2019, aumentou para R$ 942 milhões no fim de maio

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Belo Horizonte, MG, 04 (AFI) – Com quase R$ 1 bilhão em déficit, o diretor financeiro Matheus Rocha informou que o Cruzeiro está ‘vendendo o almoço para comprar a jantar’. O déficit, que era de R$ 800 milhões no fim de 2019, aumentou para R$ 942 milhões no fim de maio.

EXPLICAÇÃO

Em live produzida pela empresa de auditoria BDO Brazi, ele creditou a ‘façanha’ aos contratos que foram feitos em 2019.

Matheus Rocha

Matheus Rocha

“Vou dar um spoiler, que nem o presidente viu, sobre nosso endividamento. Eu só tirei as receitas a apropriar.

A gente teve um aumento muito grande das contingências. De 2018 para 2019, mais esses cinco meses tive um salto de R$ 100 milhões.

Isso graças aos contratos leoninos feitos pelas pessoas que estavam aqui. É um reflexo retardado do tempo do que foram os contratos de 2019″, explicou.

“QUEREMOS PAGAR”

“Queremos pagar todo mundo. As pessoas só têm que entender um pouquinho a situação que pegamos hoje.

Estamos, basicamente, vendendo almoço para comprar a janta. Então, a gente está nessa situação em termos trabalhistas, querendo pagar as rescisões, os salários estamos conseguindo deixar em dia. Foram pagos salários de junho, CLT, dos jogadores, dos administrativo foram pagos. Os fornecedores reduzimos um pouco”, acrescentou.

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CRUZEIRO NA SÉRIE C?

O Cruzeiro já começará a Série B com menos 6 pontos por conta de uma punição da Fifa, pois não pagou 850 mil euros (R$ 5,1 milhões) ao Al-Wahda, do Emirados Árabes. E caso não pague, corre risco de cair à Série C. Matheus Rocha, entretanto, afirmou que a situação deve ser resolvida nos próximos meses.

“A Fifa, nós já pagamos o Zorya (pelo atacante Willian) que era o primeiro pagamento importante. Estamos aí com a Operação Fifa, que são várias ações em conjunto. Hoje nós só temos o Al-Wahda, que é a dívida que não conseguimos pagar em meados de maio e que a ideia é que paguemos isso nos próximos meses. Essa é a única que dá uma punição mais severa que é a queda à Série C. Estamos com isso no radar e estamos trabalhando pesado para esse pagamento ao Al-Wahda”, garantiu.