Velho 'bobinho' ainda faz parte dos treinos do Guarani

Exercício em campo reduzido visa melhorar reflexo do atleta

Velho 'bobinho' ainda faz parte dos treinos do Guarani

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Inesperadamente apareceu na tela do meu face um vídeo da TV Guarani, com tomadas de treino dos profissionais.

Há 20 anos não piso nos estádios Moisés Lucarelli e Brinco de Ouro, e há mais de 30 não assisto um treino sequer.

O que se ouve, nos últimos anos, é modernidade de conceitos de treinamentos, que os chamados coletivos estão fora de moda, e por aí vai.

E não é que um dos flagrantes do treino – provavelmente em aquecimento da boleirada – foi através do velho e imortal ‘bobinho’.

Que baita roda ‘farsa’ pra bobinho, com muita proximidade de um atleta para o outro, o que facilita o toque de bola.

Bobinho quente é de roda com limite de cinco atletas e passes nunca inferior a três metros, com um toque na bola cada um.

‘Bobinho’ serve até de aprimoramento do passe e tem validade.

Esse ‘me engana que eu gosto’, mostrado no treino, tá por fora.

INTERVALO

Desde o início da década de 60, quando comecei a frequentar os estádios de Campinas, ‘bobinho’ era uma prática obrigatória nos intervalos de jogos, e desde àquela época quem alongava o passe fora da circunferência imaginária ia pro meio da roda.

Na várzea, o ‘bobinho’ era frequente no aquecimento de atletas para os jogos, e repetido pelos reservas durante o intervalo.

CAMPO REDUZIDO

No bojo da modernidade introduzida pela treinadorzada da nova geração vê-se treinos no formato campo reduzido, e isso foi colocado em prática à boleirada bugrina.

A finalidade é ótima, pois visa reflexo rápido para o atleta definir a jogada, quer seja através do passe, quer seja o drible.

Todavia, o que se viu no treino dos bugrinos é que nem todos atletas estavam devidamente concentrados à tarefa, e aqueles mesmos erros de jogos foram repetidos.

Pior é que ainda tem boleiro que incorpora o imortalizado bordão do saudoso meia Didi, de que treino é treino; jogo é jogo.

Por isso que em um lance, bem perto daquela travinha de um metro – e sem goleiro -, teve boleiro que, por displicência, perdeu o gol, o que mostra vício de desconcentração no exercício, o que por vezes se repete no jogo.