Vasco recorre à Justiça para reverter intervenção na SAF

Clube carioca contesta decisão que afastou membros do Conselho.

Vasco entrou com recurso na Justiça para tentar suspender a intervenção judicial na SAF e reverter o afastamento de Pedrinho e outros dirigentes.

Brasileirão-2026
Vasco recorre. (Foto: Matheus Lima/Vasco)

Rio de Janeiro, RJ, 6 (AFI) – O Vasco entrou com um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nesta segunda-feira. O objetivo é anular a decisão que afastou Pedrinho e outros dois membros do Conselho de Administração da SAF e instaurou uma intervenção judicial no clube.

A determinação foi emitida pela 4ª Vara Empresarial em 22 de junho.

No recurso, o Vasco alega que houve interferência indevida na governança e solicita a suspensão imediata dos efeitos da decisão.

O argumento central é que questões de controle societário e governança da SAF já estão submetidas ao procedimento arbitral na Câmara de Arbitragem da FGV. Assim, caberia aos árbitros decidir sobre medidas relacionadas à estrutura societária, não à Justiça comum.

O clube também questiona o procedimento adotado pela Justiça na concessão da tutela de urgência. Segundo o Vasco, os administradores afastados não tiveram a oportunidade de serem ouvidos previamente e a decisão se baseou em elementos que deveriam ser “submetidos ao contraditório”.

Este princípio legal assegura que todas as partes envolvidas no processo possam se manifestar.

Outro ponto levantado pelo clube é o relatório elaborado pela interventora Samantha Mendes Longo, entregue à Justiça com sua carta de renúncia.

O Vasco argumenta que o documento contradiz os fundamentos da intervenção, reconhecendo uma estrutura de gestão adequada na SAF.

CRISE INSTITUCIONAL NO VASCO

A intervenção é apontada como causa da crise institucional que o clube enfrenta. O Vasco cita as renúncias de Samantha Mendes Longo e de membros do Conselho Fiscal da SAF, além dos pedidos de desligamento de vice-presidentes do clube.

No documento, as renúncias são destacadas nominalmente. Marco Schroeder, David Tavares Nunes e Carlos Antonio Rodrigues Jorge, do Conselho Fiscal, apresentaram renúncia coletiva no último dia 31.

Antes deles, José Luiz Trinta, Vice-Presidente de Integração, e Luis Guedes, VP de Engenharia e Obra, também deixaram seus cargos.

“Essas renúncias (todas posteriores à r. decisão agravada e todas explicitamente motivadas pelo cenário por ela produzido) não constituem eventos isolados nem podem ser reduzidas a uma sucessão fortuita”, destaca o recurso.

A medida teria causado uma “paralisia estrutural da governança”, oposta ao objetivo de fortalecer os mecanismos de controle e fiscalização.

Agora, o Tribunal de Justiça do Rio irá analisar o pedido de efeito suspensivo. A decisão poderá manter ou derrubar provisoriamente a intervenção na SAF.

A 777 Carioca será intimada para apresentar defesa antes do julgamento do mérito pelo colegiado. Enquanto isso, o processo principal seguirá com um novo magistrado após a suspeição da juíza responsável pela decisão original.

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