Pedrinho está de volta ao comando do Vasco
Decisão judicial permite retorno de Pedrinho ao comando do Vasco.
Vasco retomou o controle da SAF após a Justiça suspender a intervenção judicial e autorizar o retorno dos conselheiros afastados.
Rio de Janeiro, RJ, 10 (AFI) – A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu na noite desta sexta-feira a intervenção judicial na Vasco SAF, permitindo o retorno dos membros afastados do Conselho de Administração. Com isso, Pedrinho está de volta ao comando do futebol vascaíno.
O desembargador César Felipe Cury concedeu parcialmente o pedido de efeito suspensivo apresentado pelo Vasco.
A decisão liminar permite que os conselheiros afastados retornem até o julgamento definitivo do recurso.
A suspensão inclui o afastamento dos membros do Conselho de Administração da SAF, a nomeação da interventora judicial e a proibição do CRVG recompor os cargos da administração.
RETORNO DO PODER AO VASCO
A decisão judicial aponta que a intervenção inicial foi considerada “de elevadíssima intensidade” e não há justificativa suficiente para afastar os administradores da SAF.
O magistrado destacou que não foram encontradas provas de fraude ou desvio de recursos pelos gestores.
O desembargador também mencionou que a Administração Judicial sugeriu medidas menos severas para fortalecer a governança, sem necessidade de substituir a administração atual.
As falhas identificadas não justificam uma intervenção tão ampla neste momento.
Também foi apontada a ausência de um diretor financeiro formal desde 2025. Em suma, o parecer do Conselho Fiscal citou “falhas graves” de governança. No afastamento, a juíza citou “práticas coercitivas na contratação de atletas”, ao citar uma declaração do atacante chileno Jean David.
Ao jornal chileno “La Tercera”, no início de 2025, o jogador afirmou ter sido coagido a pagar comissões ao Vasco, referente à sua própria transferência do Toluca para o clube brasileiro.
“Outros jogadores do Vasco me disseram a mesma coisa. Eles foram ameaçados de que não jogariam se não pagassem a comissão não jogariam”, disse na ocasião. O clube carioca negou a acusação.
Por parte do principal postulante a assumir a SAF do Vasco após o fracasso com a 777, o sentimento é de que Pedrinho foi derrubado por “histórias e narrativas”. Ele é Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira e sócio-fundador da Blue Star, empresa de consultoria financeira e investimentos que tem negociações avançadas com o cruzmaltino.
Segundo o empresário, o acordo ainda não foi concluído por conta de indivíduos que querem “tumultuar”:
“Falta essa turma que quer derrubá-lo parar de tumultuar. Ele têm muitos interesses pessoais. Estão inventando histórias e narrativas para colocar em xeque a credibilidade de quem sempre foi correto ao lado do Vasco”, disse em entrevista ao blog do jornalista Diogo Dantas no “O Globo” no começo de julho.
Com o retorno de Pedrinho, e se consolidado após o julgamento do colegiado do recurso do Vasco, o processo pode acelerar, visto que o apreço de Lamacchia é recíproco.
“É uma grande marca, um cara com sucesso enorme no futebol e que tem um desejo enorme de reconstruir a instituição. Ele assumir a dívida é o maior benefício; o Vasco já fica em outro nível. Estrutura de recuperação fora do comum”, comentou o ex-jogador em entrevista ao canal “Atenção, Vascaínos!” em junho.
Apesar de viver uma guerra de bastidores, o valor da SAF do Vasco, bem como seus bens, não devem ser afetados, de acordo com César Cury.
“Uma vez que a eventual alienação da participação societária da SAF está sujeita ao regime previsto no plano de recuperação, com controle pleno do juízo recuperacional”, diz o relator na decisão que derrubou o afastamento de Pedrinho.





































































































































