Pedrinho está de volta ao comando do Vasco

Decisão judicial permite retorno de Pedrinho ao comando do Vasco.

Vasco retomou o controle da SAF após a Justiça suspender a intervenção judicial e autorizar o retorno dos conselheiros afastados.

Brasileirão-2026
Pedrinho, presidente do Vasco (Foto: Matheus Lima/ CRVG)

Rio de Janeiro, RJ, 10 (AFI) – A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu na noite desta sexta-feira a intervenção judicial na Vasco SAF, permitindo o retorno dos membros afastados do Conselho de Administração. Com isso, Pedrinho está de volta ao comando do futebol vascaíno.

O desembargador César Felipe Cury concedeu parcialmente o pedido de efeito suspensivo apresentado pelo Vasco.

A decisão liminar permite que os conselheiros afastados retornem até o julgamento definitivo do recurso.

A suspensão inclui o afastamento dos membros do Conselho de Administração da SAF, a nomeação da interventora judicial e a proibição do CRVG recompor os cargos da administração.

RETORNO DO PODER AO VASCO

A decisão judicial aponta que a intervenção inicial foi considerada “de elevadíssima intensidade” e não há justificativa suficiente para afastar os administradores da SAF.

O magistrado destacou que não foram encontradas provas de fraude ou desvio de recursos pelos gestores.

O desembargador também mencionou que a Administração Judicial sugeriu medidas menos severas para fortalecer a governança, sem necessidade de substituir a administração atual.

As falhas identificadas não justificam uma intervenção tão ampla neste momento.

Também foi apontada a ausência de um diretor financeiro formal desde 2025. Em suma, o parecer do Conselho Fiscal citou “falhas graves” de governança. No afastamento, a juíza citou “práticas coercitivas na contratação de atletas”, ao citar uma declaração do atacante chileno Jean David.

Ao jornal chileno “La Tercera”, no início de 2025, o jogador afirmou ter sido coagido a pagar comissões ao Vasco, referente à sua própria transferência do Toluca para o clube brasileiro.

“Outros jogadores do Vasco me disseram a mesma coisa. Eles foram ameaçados de que não jogariam se não pagassem a comissão não jogariam”, disse na ocasião. O clube carioca negou a acusação.

Por parte do principal postulante a assumir a SAF do Vasco após o fracasso com a 777, o sentimento é de que Pedrinho foi derrubado por “histórias e narrativas”. Ele é Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira e sócio-fundador da Blue Star, empresa de consultoria financeira e investimentos que tem negociações avançadas com o cruzmaltino.

Segundo o empresário, o acordo ainda não foi concluído por conta de indivíduos que querem “tumultuar”:

“Falta essa turma que quer derrubá-lo parar de tumultuar. Ele têm muitos interesses pessoais. Estão inventando histórias e narrativas para colocar em xeque a credibilidade de quem sempre foi correto ao lado do Vasco”, disse em entrevista ao blog do jornalista Diogo Dantas no “O Globo” no começo de julho.

Com o retorno de Pedrinho, e se consolidado após o julgamento do colegiado do recurso do Vasco, o processo pode acelerar, visto que o apreço de Lamacchia é recíproco.

“É uma grande marca, um cara com sucesso enorme no futebol e que tem um desejo enorme de reconstruir a instituição. Ele assumir a dívida é o maior benefício; o Vasco já fica em outro nível. Estrutura de recuperação fora do comum”, comentou o ex-jogador em entrevista ao canal “Atenção, Vascaínos!” em junho.

Apesar de viver uma guerra de bastidores, o valor da SAF do Vasco, bem como seus bens, não devem ser afetados, de acordo com César Cury.

“Uma vez que a eventual alienação da participação societária da SAF está sujeita ao regime previsto no plano de recuperação, com controle pleno do juízo recuperacional”, diz o relator na decisão que derrubou o afastamento de Pedrinho.

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