Vasco 1 x 1 Atlético-PR - Empate com gostinho de vitória em São Januário
Léo Pereira marcou aos 49 minutos do segundo tempo, quase no último lance do jogo
Não foi dessa vez que o Atlético-PR comemorou a primeira vitória como visitante no Campeonato Brasileiro

Rio de Janeiro, RJ, 14 (AFI) – Não foi dessa vez que o Atlético-PR comemorou a primeira vitória como visitante no Campeonato Brasileiro. Mas o empate por 1 a 1 com o Vasco em São Januário teve um gostinho parecido.
Com gol do zagueiro Léo Pereira aos 49 minutos do segundo tempo, praticamente no último lance do jogo, o time de Tiago Nunes assegurou o resultado nesta quarta-feira e, ao final da 34ª rodada, segue brigando por uma vaga no G6.
Depois que marcou o gol com Thiago Galhardo, o Vasco recuou demais, abdicou de jogar e pagou o preço de uma proposta defensiva. O resultado mantém o time ameaçado, com 39 pontos, podendo terminar a rodada na zona de rebaixamento. Já o Atlético-PR aparece com 47 pontos.
SEM CLIMA
O Vasco teve que enfrentar no primeiro tempo uma velha conhecida da torcida: as graves lesões, terror de Alberto Valentim. Antes de a partida começar, Maxi Lopez foi poupado para tratar de um corte no pé esquerdo. Em campo, com apenas 23 minutos, o lateral-esquerdo Ramon caiu de mau jeito e saiu de campo chorando, substituído por Henrique. Depois, aos 38, Rildo sentiu dores na coxa e também foi para o vestiário – Giovanni Augusto entrou.
As duas substituições ainda no primeiro tempo desestabilizaram totalmente o time do Vasco, que virou presa fácil para o Atlético-PR. Ciente da importância do resultado para a permanência na primeira divisão, Alberto Valentim se irritou muito na área técnica e chegou a gritar de raiva. Além de Maxi Lopez, o treinador teve que entrar em campo sem Yago Pikachu, suspenso, um dos destaques do clube na temporada.
DIFICULDADES
Com a bola rolando, o Vasco começou o jogo ligado e já criou primeira oportunidade de perigo aos 13 minutos. Rildo mandou um cruzamento açucarado para Kelvin, que se antecipou ao zagueiro e testou nas mãos de Santos. Depois, com 19, Thiago Galhardo tabelou com Ríos pela esquerdo e lançou para Rildo. O atacante ficou frente a frente com o goleiro, mas bateu cruzado e jogou pela linha de fundo, no lance mais claro do jogo.

A resposta do Atlético-PR veio aos 23 minutos, em belo lançamento de Marcelo Cirino para Lucho González, que veio de traz e saiu cara a cara com Fernando Migual, mas, de biquinho, também jogou para fora. Com a saída de Ramon, o Vasco caiu de produção e o time de Curitiba voltou a assustar, aos 39, com o volante Wellington batendo rasteiro, buscando o canto esquerdo, mas o goleiro conseguiu espalmar.
PRESSÃO
No final do primeiro tempo mais um banho de água fria. A torcida do Vasco, descontente com o atual momento do time, vaiou os jogadores na saída do gramado. Pouco tempo depois, voltou a cobrar: “Não é mole não, obrigação é ganhar no caldeirão”. Para o segundo tempo o jogo voltou muito mais aceso. Com nove minutos, Pablo acertou um belíssimo chute, girou dentro da grande área e mandou de voleio na trave do goleiro Fernando Miguel.
FINALMENTE
Quem comandou a reação do Vasco dentro de casa foi o atacante Kelvin, que passou a atuar mais recuado, praticamente ao lado de Thiago Galhardo, servindo Giovanni Augusto e Andrés Ríos. A pressão deu resultado aos 19 minutos, quando Ríos tomou a frente da marcação e tentou dominar uma bola no peito, mas acabou derrubado por Pablo dentro da grande área. Na cobrança de pênalti, aos 21, Galhardo estufou as redes em São Januário.
A cartada final poderia ter saído pouco tempo depois, aos 30, mas o goleiro Santos se agigantou deixou das traves. Em contra-ataque, Thiago Galhardo disparou em velocidade, ganhou na corrida da marcação e saiu frente a frente com o arqueiro, que mostrou muito reflexo ao defender com apenas uma das mãos. Na reta final mais problemas: Kelvin sentiu desconforto e pediu para sair; Galhardo, também com dores, teve que jogar no sacrifício.
O CASTIGO
Vencendo, o Vasco caiu na armadilha de recuar completamente, praticamente abdicando de jogar nos minutos finais. O castigo veio aos 49, praticamente no último lance do jogo. Renan Lodi cruzou, o zagueiro furou e caiu nos pés de Pablo. Leandro Castán acertou o carrinho e conseguiu travar o chute, mas a bola caiu nos pés do zagueiro Léo Pereira, que só escorou.
PRÓXIMOS JOGOS
O Atlético-PR nem volta para Curitiba. Sem muito tempo para trabalhar, o elenco se reapresenta ainda no Rio de Janeiro já de olho no jogo com o Vitória no sábado, novamente fora de casa, em Salvador, às 19 horas. No mesmo horário, o Vasco tem um confronto decisivo com o Corinthians na Arena Itaquera de olho na zona de rebaixamento.





































































































































