Várzea! Ponte copia CBF, "descontrata" Ricardinho e anuncia Guto Ferreira
Enquanto alguns se inspiram em Alemanha e Barcelona, Ponte aposta na ultrapassada CBF
Enquanto alguns se inspiram em Alemanha e Barcelona, Ponte aposta na ultrapassada CBF
Campinas, SP, 24 (AFI) – Seu nome é Márcio Della Volpe, mas bem que poderia ser José Maria Marin ou Marco Polo Del Nero. Enquanto muitos clubes se inspiram em modelos de sucesso do futebol europeu, como Alemanha e Barcelona, o presidente da Ponte Preta prefere “copiar” o que há de pior no futebol: a CBF. Tal qual a entidade máxima do futebol brasileiro, o cartola alvinegro e sua diretoria estão usando a imprensa para testar a rejeição dos treinadores com quem negocia. A nova “vítima” foi Ricardinho, que teve seu nome “vazado” nesta quarta-feira, e nesta quinta já é “carta fora do baralho”. Agora, a bola da vez é Guto Ferreiral.
O novo comandante deve ser apresentado de forma oficial, no próximo sábado, quando o clube volta a enfrentar o Vasco, em Campinas, mas pela 13ª rodada do Brasileiro da Série B. Apesar de chegar no dia do jogo, sua estreia deve acontecer somente no terceiro duelo contra os vascaínos, na quarta-feira, pela Copa do Brasil. Por enquanto, o coordenador da base Parraga segue interinamente à frente do time.
“Pra mim é uma emoção muito grande voltar para cá, tive momentos maravilhosos na Ponte Preta, uma instituição com sintonia muito grande entre time, diretoria e torcida. Quero fazer um trabalho ainda melhor e levar a Ponte de volta a série A, de onde nunca devia ter saído. Estou muito feliz em estar de volta”, afirmou o treinador, que em sua última passagem disputou 41 jogos, com 19 vitórias, 11 empates e 11 derrotas. Um aproveitamento de 55,28%.
Guto Ferreira deixou a Macaca no primeiro semestre de 2013, após um péssimo início de Brasileirão antes da Copa das Confederações. Embora tenha feito um bom trabalho à frente do clube desde o Brasileirão de 2012, o treinador foi vítima do mesmo amadorismo que fizeram Sidney Moraes e Dado Cavalcanti de vítima neste ano. O primeiro sequer recebeu parte de seus salários até hoje.
Após deixar o time campineiro, em 2013, Guto Ferreira trabalhou na Portuguesa, onde também fez um bom trabalho. Ele livrou a Lusa do rebaixamento no Brasileirão dentro de campo, mas a diretoria do clube acabou cometendo um erro primário ao escalar o meia Héverton de forma irregular, o que resultou na queda no “tapetão”. No Figueirense, ele foi demitido após a eliminação na Copa do Brasil para o Figueirense.
PONTE OU CBF?
Ironicamente, o expediente adotado pela diretoria da Ponte é idêntico ao de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero na CBF, após a trágica Copa do Mundo. A CBF, após as goleadas para Alemanha e Holanda, os cartolas deixaram vazar a possibilidade de renovar com Felipão. A chuva críticas da opinião pública, porém, fizeram a entidade desistir da ideia.
Nos últimos dias, a Ponte fez o mesmo. Após receber resposta negativa de Gilson Kleina, que recusou os R$ 120 mil mensais, o time deixou vazar três nomes. Marco Aurélio, Silas e Ricardinho chegaram a ser “cravados” nos bastidores, mas o clube voltou atrás em todos os casos.
No caso da CBF, após a chuva de críticas, a entidade optou por usar Dunga como um escudo. Afinal, ele também possuía grande rejeição pela passagem entre 2006 e 2010, e passaria a ser um para-raio da imprensa. Desta forma, Marin e Del Nero podem seguir no comando e sem estar no foco.
Agora, Márcio Della Volpe, em ano de eleição, também volta ao passado. Ele tenta usar um treinador que teve relativo sucesso no clube como um escudo. Curiosamente, este mesmo técnico chegou a ser criticado pelo mandatário alvinegro no ano passado.
CADÊ O PRESIDENTE?
Na entrevista coletiva, após a derrota para o Vasco, por 2 a 0, nesta quarta, Della Volpe também já havia “copiado” a CBF. Após vergonhosa goleada para a Alemanha, Marin e Del Nero sumiram. Felipão e toda sua comissão técnica tiveram de enfrentar a imprensa. E, experientes como são, abusaram da arrogância para desconsertar os jornalistas.
Na Ponte, Della Volpe também sumiu. Na coletiva desta quarta, ele simplesmente não deu as caras. Atitude que mais do que necessária em um clube que tem vivido dias turbulentos. Coube ao vice-presidente e diretor de futebol Hélio Kazuo a encarar a imprensa. Empresário de sucesso, mas que não é do ramo do futebol, ele passou vergonha e se expôs ao ridículo em uma entrevista que beirou o cômico.
Os demais integrantes da coletiva serviram de meros figurantes. Parraga, jogado aos leões em meio à crise, pouco acrescentou. O gerente de futebol Gustavo Bueno mais parecia um “papagaio de pirata” e sequer se pronunciou sobre a situação. O co-diretor de futebol Pedro Nicolau, que é torcedor e também caiu de para-quedas, também não deu as caras.





































































































































