Valorizar posse de bola ou arriscar velocidade pelos lados? Eis a questão
Valorizar posse de bola ou arriscar velocidade pelos lados? Eis a questão
Valorizar posse de bola ou arriscar velocidade pelos lados? Eis a questão
Natural se projetar que a coluna Cadê Você, da semana, fosse focalizar um pouco da história do volante Flamarion, ‘cria’ do Guarani, assim como a trajetória como treinador. Ele morreu no final de janeiro. Leia!
Já citei ‘centas’ vezes que há uns cinco anos aboli postagens sobre o pré-jogo devido à similaridade entre as equipes, dificuldade da supostamente melhor transpôr adversário retrancado, e que fatores campo e torcida deixaram de ter peso considerável.
Logo, caso o bugrino pretenda citações sobre o jogo da noite deste domingo em Campinas contra o líder Santo André, na seção de comentários, fique à vontade.
EDUARDO COUDET

Fui dar uma espiada sobre o time do Inter (RS) contra o Ypiranga, pelo Campeonato Gaúcho, pra avaliar aquilo que o treinador argentino Eduardo Coudet (foto) está colocando em prática.
Todavia, visando a estreia na Libertadores já na terça-feira, contra a Universidad de Chile, no Estádio Nacional de Santiago (CHI), a opção do comandante foi poupar alguns titulares, o que desconfigura avaliação mais apropriada deste novo desafio dele.
Após o empate sem gols do Inter em Erechim (RS), a percepção clara foi que Coudet é mais um daqueles adeptos da valorização de posse de bola, mesmo que isso custe lentidão ao time quando o adversário amplia o cinturão de marcação na cabeça da área.
Sem espaços para penetração, o que se viu foram sucessivos e até irritantes recuos de bola.
Esse foi mais um dos incontáveis exemplos de equipes que optam por rodar a bola até sem pressa, a procura de brecha para penetração e complemento da jogada.
Eis a discussão: seria essa a opção tática mais prática para se ultrapassar forte marcação, ou seria recomendável velocidade pelos lados do campo, mesmo que isso implique em risco de perda de bola e se originar contra-ataque ao adversário?
BARCELONA
Se o espanhol Barcelona ensinou que ficar com a bola, preferencialmente no campo do ataque, é o caminho mais recomendável, convém considerar que adoção dessa estratégia é cabível num time que alia conjunto à individualidade.
Se o adversário monta duas linhas de quatro em sua intermediária defensiva, a capacidade do drible é imprescindível para que se quebre a marcação.
Quando não se tem as chamadas individualidades, o que se vê são irritantes recuos de bola, quando há obstáculos pela frente.
Quem supôs que Coudet fosse mostrar variações com velocidade pelos lados do campo, não viu isso.
TELÊ SANTANA
Pra enfrentar adversários que marcam atrás da linha da bola, uma das formas é recorrer à receita do finado Telê Santana, que pedia a atacante e meia arriscarem o drible nas imediações da área adversária, pois a possibilidade de sofrerem faltas é enorme.
Telê fazia isso no São Paulo, mas não esqueceu de preparar o então meia Raí para ser o executor das cobranças, quer para colocar força na bola de média distância, quer colocado mais próximo do gol adversário.
Lembrem-se que é sempre recomendável rebuscar coisas aplaudidas do passado, para que sejam aplicadas no presente.





































































































































