Valor: só se dá quando se perde
Valor: só se dá quando se perde
É muito conhecido o dito popular de que só damos valor quando perdemos. Isto pode ser levado para a vida pessoal ou profissional: só conseguimos avaliar se um dirigente, um marido, um namorado (a), um amigo foi bom quando o dirigente, o marido, o namorado (a) ou o amigo não estão mais ao nosso lado, seja por que razão for.
Um ente querido, quando parte, nos leva a sentimentos diferentes. “Poderíamos ter dito isto, ter feito aquilo, poderia ter abraçado, dado declarações de amor, de confiança, etc.”, é o que normalmente falamos.
Quando uma cidade como São Paulo pára pela greve dos metroviários, tendemos a reclamar de que eles prejudicaram milhões de pessoas. Porém, eles entendem que somente assim poderão ter seus direitos preservados – perdemos o transporte que, normalmente, tanto criticamos, mas percebemos que, sem ele, é muito pior.
O mesmo se aplica à arbitragem. Quando somos sorteados para uma partida, vamos cheios de esperanças, mas quando deixamos de agir ou de tomar as providências cabíveis e nossa nota fica abaixo do que esperávamos, ficamos aborrecidos. Afinal, perdemos uma oportunidade…
Enquanto dirigente, achamos que estamos fazendo o máximo possível. Editamos livros de regras, manuais de observadores, manuais diversos. Mas parece que tudo isto cai no esquecimento e lá vêm as criticas. “Isto já eu fiz, ou fizeram melhor lá atrás”, é o que normalmente ouvimos ou lemos. Quando perde o lugar, a tendência de quem o perdeu é não aceitar o que está sendo feito, pois tinha a solução e não fez. Perderam a oportunidade…
Deixamos de agradecer, deixamos de fazer, de treinar, de estudar, de trabalhar com dedicação e depois observamos companheiros galgando lugares que, em nossa opinião, nos pertencia. Ou seja: somente damos valor quando perdemos o espaço que, às vezes, não valorizamos.
Quando se lançou o regulamento da arbitragem, o ranking foi uma revolução. Queriam resultados imediatos, queriam que as escolhas de uma atividade muito subjetiva, cujas avaliações tínhamos aos montes, e perderam a chance de aproveitá-las. E o que fazem? Lamentam que este ou aquele poderia estar melhor e o outro pior. Ou seja: somente avaliamos sobre fatos definidos mas, quando tínhamos a chance, perdemos a oportunidade de fazer. Não tem problema: mesmo com alguns torcendo contra, a arbitragem tem evoluído bem. Falta sempre algo, mas já avançou.
Mas o que importa tudo isto se daqui a 50 anos nenhum de nós estará aqui para receber o reconhecimento e os louros da melhoria contínua? O que vale é a contínua busca pela a excelência da arbitragem. Aproveitamos o que foi feito de bom (e muito foi feito de bom) para melhorar ainda mais. O que não foi bom somente será considerado no intuito de evitar a repetição de equívocos.
A arbitragem é cíclica: pessoas deixam suas funções e outras virão para continuar o legado. Ninguém é eterno em lugar nenhum, seja nas funções, seja na vida frágil que temos neste mundo cruel.
E sabe o que é o melhor de tudo isto? A certeza de que cada um deve ter do cumprimento de sua missão, não importando o que dirão, mesmo porque somente seremos avaliados quando deixamos o lugar transitório que ocupamos. Mas devemos apenas lembrar que, quando perdermos alguém, às vezes podemos não ter dado ou percebido o seu devido valor.
O tempo sempre será o senhor da razão!
Reconhecimento da Arbitragem
Aproveitamos o assunto para registrar o nosso reconhecimento ao Dr. Édson Rezende de Oliveira, cujo trabalho (vide abaixo) pela arbitragem é inquestionável e incontestável.
01 – Quatro encontros regionais (Sudeste, Centro-Oeste, Sul e Nordeste). O norte será em breve.
02 – Reuniões para 80 árbitros e 80 árbitros-assistentes na Granja Comary.
03 – Reativação dos Quadro de Observadores.
04 – Envio de Instrutores da Fifa para proferir palestras aos árbitros nas Federações.
05 – Reedição dos Sinais de Trânsito e do Livro de Regras 2006/2007.
06 – Edição do Manual dos Observadores e Súmulas e de Redação (Inéditos).
07 – Certificação da Arbitragem pela Fundação Getúlio Vargas (Inédito) e Avaliação Teórica dos Árbitros (15/8, às 18h00).
08 – Criação da Comissão de Avaliação Física (Inédito).
09 – Elaboração de uma Ficha de Avaliação de Arbitragem com sugestões recebidas de todo o Brasil.
10 – Duas Avaliações Físicas por ano (uma antes da competição e outra que será realizada na segunda quinzena de agosto ou primeira de setembro).
Dr. Édson: tenha absoluta certeza que a sua postura e seu incansável trabalho pela arbitragem têm o reconhecimento da categoria.
Mensagem aos Pais
No próximo domingo, 12 de agosto, mais uma vez comemoraremos o Dia dos Pais. O SAFESP, através de sua diretoria, novamente aproveita a data para relembrar ao pai de cada árbitro deste País a importância que ele tem ou teve na vida de todos nós.
Mesmo que a profissão de nossos pais em nada se refira à nossa atividade esportiva/profissional, sempre que entramos em campo trazemos conosco a honestidade com a qual fomos brindados por eles desde tenra idade.
Ao meu pai e ao pai de cada colega de profissão, esteja ele ainda no plano terrestre ou já no espiritual, um forte abraço, um grande beijo e, mais ainda, um muito obrigado por tudo o que você faz ou fez por nós.





































































































































