Vai dar problema: Aldo Rebelo quer conversar com o elitista grupo Bom Senso
As partes envolvidas já tiveram reuniões para discutir as mudanças, mas o Bom Senso vem reclamando
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, reconheceu nesta sexta-feira a necessidade de mudanças no futebol brasileiro e disse que tem acompanhado as repercussões provocadas pelo Bom Senso FC
Campinas, SP, 22 (AFI) – O ministro do Esporte, Aldo Rebelo (foto), reconheceu nesta sexta-feira a necessidade de mudanças no futebol brasileiro e disse que tem acompanhado as repercussões provocadas pelo Bom Senso FC, movimento que reúne os principais jogadores do Brasil com objetivo de defender um calendário mais enxuto e a adoção do fair play financeiro (punição para clubes e dirigentes que deixarem dívidas). O movimento é elitista.

A entrada do governo nesta disputa só deve complicar a situação. Na verdade, o Movimento Bom Senso é formado, basicamente, por jogadores veteranos, com carreira e vida consolidadas. São os casos de Paulo André, zagueiro do Corinthians, muito politizado, e de Zé Roberto, meia do Grêmio. E que defendem interessses, praticamente exclusivos deles. Estes mesmos representam uma minoria, algo em torno de 5% dos jogadores que trabalham no Brasil inteiro, em todos os Estaduais e Campeonatos de suas diversas divisões.
Será que alguem destes reclamantes aceitaria reduzir seu salário? Pois é, difícil,de acreditar. Mas muitos ganham centenas de milhões de reais. Os grandes clubes têm jogadores ganhado R$ 700 mil ou até mais de R$ 1 milhão de salário por mês. Um absurdo. Quem leva vantagem nisso? normalmente os empresários inescrupulosos e maus dirigentes, que ficam com parte deste dinheiro.
MARIN É RIDÍCULO
O que acontece neste movimento dos jogadores deixou os dirigentes ultrapssados atônitos. O maior exemplo é o presidente da CBF, José Maria Marin, de 81 anos. Ele e um grupo de dirigentes tomaram a mesma postura de “deixa pra lá” no final dos anos 90 quando se falou muito na Lei Pelé para mudar a Lei do Passe.
Os dirigentes não acreditavam nas mudanças. Se deram mal. A Lei Pelé foi aprovadao com atrocidades que até hoje atrapalham o futebol. Os clubes perderam total poder em cima dos passes dos jogadores que, de repenete, caíram nas mãos dos empresários. Sem nenhum investimento, alguns empresários viraram milionários da noite para o dia. De outro lado, os clubes formadores se empobreceram e muitos fecharam as portas.
A falta do trabalho de base produziu jogadores sem as habilidades necessárias para um profissional. Às vezes um lateral é rápido, marca bem e não sabe fazer um simples cruzamento. OU seja, houve um grande prejuízo técnico na formação dos jogadores brasileiros. Sem contar o trabalho social feito pelos clubes, que na medida do possível, acolhiam muitos jogadores de baixa renda e que se libvravam do “caminho erroado” através da bola.
E AGORA MINISTRO ?

Segundo Rebelo, o secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Antônio José Carvalho do Nascimento Filho, vem assumindo a tarefa no Ministério de buscar um entendimento entre as partes envolvidas na discussão.
“Ele tem conversado, com os atletas e com a própria CBF, sobre os caminhos para encontrar uma solução satisfatória”, explicou o ministro.
As partes envolvidas já tiveram reuniões para discutir as mudanças, mas o Bom Senso vem reclamando de um certo descaso da CBF com o assunto. Os jogadores já fizeram duas manifestações durante rodadas do Campeonato Brasileiro e prometem repetir a dose neste fim de semana. E algumas vozes mais radicais ameaçam até com paralisação caso não aconteça nenhum avanço na entidade.
MEDO DE SE ENVOLVER ?
Rebelo não quis se envolver nessa disputa entre Bom Senso e CBF, mas admitiu que é preciso mudanças no calendário do futebol brasileiro.
“Há tempos o Ministério aponta que existe uma superexposição de um grupo de clubes e de atletas”, afirmou o ministro, ao deixar um evento nesta sexta-feira, em São Paulo, reconhecendo que o calendário é extenso para uma elite no Brasil.
Ele também voltou a dizer que as medidas para melhorar o futebol não podem se restringir à elite do esporte.
“Um problema importante é a ausência de calendário para a imensa maioria dos clubes e jogadores, que muitas vezes só tem um campeonato estadual de curta duração e depois fica sem atividade ou renda”, disse o ministro, num repente de lucidez.
“O Bom Senso envolve atletas muito conhecidos e por isso tem uma grande repercussão. Mas esses outros jogadores também são motivo de preocupação. Temos que trabalhar nos dois sentidos”, completou.





































































































































