Um mês após dérbi, Brigatti critica provocação de técnico do Guarani: 'Fez bobagem'

Em entrevista à Rádio Futebol Interior, comandante da Ponte Preta aconselhou Thiago Carpini

Em entrevista à Rádio Futebol Interior, comandante da Ponte Preta aconselhou Thiago Carpini

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Campinas, SP, 16 (AFI) – Mesmo após um mês, o Dérbi 196 ainda se reinventa nos bastidores. Desta vez, João Brigatti, em entrevista ao programa ‘Balançando a Rede’, na Rádio Futebol Interior, aproveitou para analisar a provocação de Thiago Carpini, técnico do Guarani.

Uma das principais polêmicas do clássico campineiro, disputado em 16 de março, no Brinco de Ouro da Princesa, nasceu na entrevista coletiva do Bugre.

O treinador alviverde, eufórico pela vitória de virada, rebateu as declarações feitas pelo presidente Sebastião Arcanjo e provocou o rival com ‘terra do nunca’, o que não foi bem digerido pelo lado preto e branco da cidade.

Um mês após dérbi, Brigatti critica provocação de Carpini

Um mês após dérbi, Brigatti critica provocação de Carpini

“Não dá mais para você ficar em uma situação de provocação. Você precisa ter até controle para poder provocar o rival hoje. A situação extracampo, hoje, é muito preocupante. É uma situação que a gente tem que tomar muito cuidado. O que o (Thiago) Carpini falou eu acho que foi na emoção, porque acabaram quebrando tabu de oito ou nove anos sem ganhar da Ponte Preta”, analisou.

“É um treinador de muita qualidade e, dificilmente, vai na trabalhar e já manchou a carreira dele na Ponte Preta. É um excelente treinador e tenho certeza de que vai ter muitos frutos pela frente. Eu tenho certeza de que, quando repensar nisso aí, vai ver que fez bobagem também”, acrescentou.

PRATA DA CASA

‘Nascido’ no Moisés Lucarelli, Brigatti ainda relembrou a força da rivalidade em Campinas, mesmo nos tempos de categoria de base.

“Eu lembro, poxa, que tinha categoria de Juniores da Ponte Preta e do Guarani. Os próprios treinadores nossos já passavam e já formavam aquela rivalidade e ensinavam a amar o clube em que você estava. No meu caso, a Ponte Preta. Então a gente encontrava com os atletas do Guarani e quase não conversávamos. Não tinha uma ligação direta com eles, então a rivalidade era muito grande”, pontuou.

“Porém, tinha um ponto: acabou o jogo, era aquela gozação e acabou. Hoje, mudou-se. Hoje, mudaram muitas situações dentro do futebol e no ambiente mundial, na verdade. Eu acho que o comportamento hoje, principalmente das torcidas organizadas, isso aí requer um cuidado maior”, concluiu o técnico da Macaca.