Tuca Ferretti, comandante do Tigres, dá aula à treinadorzada brasileira
Palmeiras perde por 1 a 0 e volta pra casa
Tuca Ferretti, comandante do Tigres, dá aula à treinadorzada brasileira
Democraticamente discordo do título do portal da casa, o FI, quando cita que o Palmeiras ‘pipocou e repetiu fiasco de Inter e Galo mineiro em outros Mundiais’. Na sequência do texto, vê-se que se alinha às ironias que circulam nas redes sociais: ‘Piada continua. Verdão sem Mundial da Fifa’.
Que o Palmeiras jogou mal na fase semifinal da competição, no Catar, na tarde deste domingo, isso foi notório nesta derrota por 1 a 0.
Convenhamos, entretanto, que o time do Tigres, do México, teve méritos na construção do placar, e conta com um ‘baita’ treinador, caso do carioca Tuca Ferretti, naturalizado mexicano e fixado naquele país há 40 anos.
Embora reconheça-se a qualidade individual da equipe do Palmeiras, não nos esqueçamos que jogou ‘pedrinha’ na final da Libertadores, a despeito de ter conquistado o título, na vitória por 1 a 0 sobre o Santos.
Enquanto enalteceram demais aquela conquista palmeirense, o espaço aqui foi reservado para registro de uma das mais fracas decisões de Libertadores.
TUCA FERRETTI
Então façamos o seguinte: enquanto os supostamente entendidos de futebol dissertam sobre aspectos táticos desta derrota do Palmeiras, miremos sobre a capacidade do treinador Tuca Ferretti, que sábios discípulos no Brasil deveriam sugá-la e colocá-la em prática.
Tuca mostra como é possível melhorar a condição técnica de um time apenas razoável, respaldado, é claro, na estrutura do futebol mexicano, que permite possibilidade de manutenção de treinadores no cargo durante uma década, como é o caso dele.
Tuca ensina à treinadorzada brasileira que além do comumente cinturão de marcação que todos fazem na cabeça da área, é possível achar jeito de se valorizar posse de bola após cruzamentos feitos pelo adversário para o interior de sua área.
É aí que os seus zagueiros não se prendem ao básico de simplesmente rechaçá-la pro lado em que o narizes estejam virados.
DESARME VALORIZADO
São condicionados ao desarme de cabeça já visando direcionamento a um companheiro desmarcado, de forma que seja dado início às construções de jogadas do campo defensivo.
E mesmo quando o desarme é feito no chão, o atleta mexicano não se desfaz da bola de forma afoita.
É aí que entra a etapa de treinamento para condicioná-lo ao drible ou passe, mesmo marcado, de forma que a bola saia limpa de trás.
Além disso, a disposição tática da equipe, com aproximação de jogadores para fluxo natural de jogadas, é fruto de treinos em campo reduzido, de forma que sejam habituados às dificuldades de marcação imposta por adversários.
PASSES
É assim que uma equipe como o Tigres, com lógica limitação técnica, evita incidência exagerada de erros de passes e prolonga a sequência de jogadas até atingir o último terço do campo.
Aí, na maioria das vezes as jogadas não prosperam, exceto no jogo aéreo, quando o time cria as principais chances de gols.
Se o futebol tivesse lógica, se poderia dizer que o Tigres já cumpriu o papel dele neste Mundial do Catar, antes da finalíssima contra o Bayern de Munique, no domingo.
Quanto ao Palmeiras, ficou a certeza de que não representa tudo que projetavam que pudesse realizar.





































































































































