TST adia julgamento de recurso do Fluminense contra Scarpa por falta de quórum

Imbróglio ainda atrapalha os dois clubes e, principalmente, o jogador que está na base de liminar

Imbróglio ainda atrapalha os dois clubes e, principalmente, o jogador que está na base de liminar

0002050342428 img

Rio de Janeiro, RJ, 17 – O imbróglio entre Gustavo Scarpa e Fluminense continua sem definição. Nesta terça-feira, o julgamento do recurso do Fluminense para derrubar o habeas corpus que libera o meia para defender o Palmeiras acabou sendo adiado. Por falta de quórum, a sessão no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, foi cancelada. E não há nova data para realização.

Segundo informação confirmada pelo Estado, o julgamento não foi realizado pela ausência de integrantes. De acordo com a Subseção II Especializada em Dissídios Individuais, o ministro Renato Lacerda Paiva, vice-presidente do tribunal, está impedido de votar sobre o assunto.

Meia continua treinando no Palmeiras, na espera de ter uma solução definitiva para sua saída do Fluminense

Meia continua treinando no Palmeiras, na espera de ter uma solução definitiva para sua saída do Fluminense

NOVO ADIAMENTO
Em agosto, também houve um adiamento do julgamento do caso. Na ocasião, o ministro Douglas Alencar Rodrigues pediu mais tempo para tomar a decisão e não deu seu voto. A sessão acabou interrompida com placar favorável para Scarpa. Apesar de restarem mais dois votos, a tendência é a decisão final ser favorável ao jogador, que atualmente defende o Palmeiras.

A disputa entre Fluminense e Scarpa começou em dezembro, quando o meia acionou o clube carioca na Justiça para conseguir a rescisão do contrato, ao alegar atraso salarial e dívidas trabalhistas em cerca de R$ 9 milhões.

A diretoria não aceitou a baixa e tem brigado com o jogador para conseguir restabelecer o vínculo, por ter se sentido lesado com a saída de Scarpa.

player

VINCULO REATIVADO
O meia chegou a ter o vínculo com o Fluminense reativado durante três meses, até conseguir um habeas corpus para ser liberado e voltar a ter contrato com o Palmeiras. É exatamente este habeas corpus que o time carioca tenta derrubar. Já a equipe paulista entende que não é parte no processo. O departamento jurídico tem monitorado o caso à distância.