Treinadores que saem, treinadores que chegam pelo Brasil afora !
Em todo o final de ano é normal as mudanças dos treinadores nos clubes do futebol brasileiro, mas nesse ano está demais da conta.
Não me lembro de saídas e chegadas de tantos treinadores. Aconteceram mudanças em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia. Minas Gerais não mexeu nada, afinal ganhou tudo em 2014.
Em todo o final de ano é normal as mudanças dos treinadores nos clubes do futebol brasileiro, mas nesse ano está demais da conta. Eu não me lembro de saídas e chegadas de tantos treinadores. No Rio de Janeiro, o Botafogo já trocou o Vagner Mancini pelo René Simões. Ele, René, é um bom papo, convence quando fala do assunto mas não se decide se continua como treinador ou fica como gestor. Não vai durar até o término do Campeonato Carioca.
O Vasco depois de contratar o Marquinhos Santos do Coritiba e com a recusa dele por problemas familiares, se contentou com Doriva, campeão paulista pelo Ituano. Na Bahia, Ney Franco já pegou o boné no Vitória e o Bahia que tinha o Charles como interino, está contratando um novo treinador.
Ney Franco continua a sua via crucis, mas é assim que ele vai ganhando experiências amargas que serão proveitosas no futuro. Ele não tinha cancha para assumir o Flamengo e o São Paulo, grandes do futebol brasileiro. O Goiás não conta mais com o Ricardo Dubrusky, um bom treinador que deverá continuar na primeira divisão. Em Santa Catarina o Argel Fuks só ficará se a situação do Figueirense ganhar a eleição.
Argel é merecedor de iniciar um trabalho e não só de apagar incêndios, tirando clubes do rebaixamento como foi na Portuguesa, Criciúma e agora no próprio Figueirense. O Criciúma rebaixado, teve 4 treinadores no Brasileirão e o último, Luizinho Vieira, deverá continuar em 2015. Ele foi um habilidoso meia e tem bons conhecimentos técnicos aos 42 anos. Quando ele jogava tinha uma boa filosofia e ensinava os mais novos que” quando o jogador está bem tem que pedir alto, enfiar a faca”. Como treinador, essa filosofia ainda vai demorar para ser aplicada.
Em Porto Alegre Abel Braga não é mais treinador do Internacional. Pelas suas últimas declarações ele vai para o exterior. Felipão no Grêmio ainda está ficando, mas com ressalvas. Ele é um ex-treinador em atividade e já faz 12 anos. Está mais do que na hora de se aposentar. Em São Paulo Dorival Júnior deu lugar ao Oswaldo de Oliveira e o Corinthians fez a troca Tite/Mano Menezes/ Tite. São dois bons treinadores, mas o Tite está muito à frente do Mano. Será que em 2016 volta o Mano?
No Santos Enderson Moreira depende do novo presidente Modesto Roma Júnior. É um treinador que fica bem no Santos pela atual situação técnica do time e financeira do clube. Até no interior tem novidades. O Ituano, atual campeão paulista, está acreditando no jovem treinador de 34 anos Tarcísio Pugliese. É um profissional com novas propostas e na sua primeira oportunidade no Paulistão vai surpreender.
Seus times têm um equilíbrio entre a defesa, o meio campo e o ataque. Procura impor um futebol moderno, como se joga na Europa. Em contrapartida, o Bragantino tirou do fundo do baú, o diretor e o gerente de futebol, além do treinador Marco Aurélio Moreira. Todos eles estavam sem funções no futebol profissional há mais de 4 anos. Em qualquer profissão, ficar fora dela todo esse tempo e depois voltar, é difícil obter sucesso.
Marco Aurélio sempre foi sério, tanto como jogador do Fluminense, Coritiba e Ponte Preta como treinador da Ponte, Palmeiras e Cruzeiro, experiências essas que lhe deu expertise para ir para o Japão. Na sua última passagem pela Ponte, pediu demissão junto com o diretor de futebol Mestre Dicá, por discordarem do então presidente e hoje alto mandatário Sérgio Carnielli.
Se os velhos novos dirigentes do futebol não atrapalharem o trabalho do Marco Aurélio, ele e o seu auxiliar e filho Felipe, poderão voltar ao futebol em grande estilo. Toda essa aposta é do presidente Marquinho Chedid. No Paulistão ele sempre vem com coisas novas e tem se dado bem.
No Botafogo de Ribeirão Preto, o Doriva depois de tudo acertado, deu um cavalo de pau e foi parar em São Januário. Calmaria está em Recife e Curitiba. O Eduardo Batista (foto), Marquinhos Santos e Claudinei Oliveira são treinadores jovens, com bons predicados e querem fazer suas carreiras marcadas com conquistas. Sport, Coritiba e Atlético Paranaense, respectivamente, poderão ter esses treinadores por pelo menos 2 anos. É só não se precipitarem em dispensá-los depois de alguns tropeços, que sempre acontecem.
Em clima natalino, na paz, estão o São Paulo com Muricy e em Minas com o Marcelo Oliveira no Cruzeiro, campeão do Brasileirão Chevrolet e com o Levir Culpi no Atlético, campeão da Copa do Brasil. Ter treinadores de ponta dá nisso. Um feliz natal para todos que leem a minha coluna e um 2015 de sucesso.
“UMA EQUIPE DE FUTEBOL É COMO UMA ORQUESTRA; QUANTO MAIS TEMPO DE ENSAIO TIVER, MELHOR O DESEMPENHO’.
César Luís Menotti, treinador de futebol campeão mundial em 1978 pela Argentina no livro: Pensar com os pés.





































































































































