Treinadores falam sobre situação de momento e divergem sobre as causas
Alguns lembram da falta de união entre os próprios treinadores e há quem diga sobre o absurda rotina de demissões nos clubes
Alguns lembram da falta de união entre os próprios treinadores e há quem diga sobre o absurda rotina de demissões nos clubes
Campinas, SP, 14 (AFI) – O dia nacional do treinador de futebol, comemorado neste dia 14 de janeiro, traz desavenças entre os profissionais. Alguns comemoram, outros reclamam. O futebol vive uma fase conturbada em que um trabalho a longo prazo é quase impossível.
O Portal Futebol Interior aproveitou o dia para conversar com alguns treinadores. Guto Ferreira, do Sport, falou da importância da profissão no futebol, enquanto Tarcísio Pugliese, técnico do XV de Piracicaba, elogiou a classe, mas acredita que ela tenha muito a melhorar.
Outros entrevistados foram Paulo Roberto Santos, Waguinho Dias e Argel Fucks.
GUTO FERREIRA

“Todo trabalho bem feito precisa de uma liderança e dentro do futebol isso não pode faltar.
Não apenas nas partidas, mas desde do início na preparação, nos treinamentos.
O treinador dá uma contribuição a mais para o show, para o espetáculo que é o futebol.
O treinador precisa estudar muito para realizar o melhor trabalho em uma determinada equipe e isso faz a diferença na hora de se comunicar com os jogadores e mostrar o trabalho antes, no momento e depois do jogo.”

TARCÍSIO PUGLIESE
“O treinador está sendo mais valorizado nos dias de hoje e tem um peso maior para as equipes. Mas ainda falta uma união maior entre a classe.
Precisamos lutar por melhorias e ainda temos também muito o que aprender. Precisamos nos reinventar e estudar sempre. Toda equipe precisa de um treinador qualificado para colher grandes frutos.”
EMERSON LEÃO
“Infelizmente, a profissão de treinador de futebol está muito desprestigiada. É desagradável o modelo de administração nos dias de hoje. É lamentável uma equipe trocar cinco treinadores em um único ano.

Na hierarquia, o técnico só perdia para o presidente. Hoje é o último. É algo que me incomoda e que eu não concorde, por isso resolvi me afastar. Sou um filho do futebol.
Virei jogador aos 15 anos, me formei em Educação Física e acabei virando treinador após um convite do presidente do Sport e logo fomos campeões do brasileiro em cima do Guarani.
A transição foi algo bem tranquila. Vivi bons momentos na área técnica, mas hoje só tenho o que lamentar a respeito da profissão. Lógico, tem treinador ganhando milhões, mas também têm os que ficam implorando para serem empregados.”
WAGUINHO DIAS
“Uma profissão instável, insegura e que não depende somente do treinador, mas sim de um contexto. É para poucos. Quem faz com amor, dedicação e gostam se sentem com muito prazer. Essa profissão é digna e é de pouco. Precisa-se de oportunidade e tempo. Eu amo o que eu faço.

Gosto muito de poder contribuir na carreira de todos atletas e, principalmente, no crescimento e gestão de um clube.
O técnico precisa ser uma pessoa completa e, ao mesmo tempo, entender todas as situações de clube, jogador e torcedor. Eu amo o que eu faço”.
PAULO ROBERTO SANTOS
“A figura do treinador continua sendo uma figura muito solitária. Todos vencem, só um perde.
Falta união na classe e muita das vezes somos avaliados por pessoas que não tem o conhecimento da nossa profissão.
Sem contar que a figura do treinador de hj em muitas equipes já não tem mais o peso de antes”

ARGEL FUCKS
“A grande responsabilidade de nós, treinadores, neste dia, é de você treinar os jogadores e, principalmente, corrigi-los.
Isso é o mais importante. Nós temos obrigação muito grande. Além de treiná-los, é preciso corrigir. Isso é um papel enorme para todos os treinadores do futebol brasileiro.





































































































































