Treinadores do Guarani e da Ponte Preta com carreiras empacadas

São dois treinadores jovens, que poderiam em pouco tempo, estarem como os melhores do País.

São dois treinadores jovens, que poderiam em pouco tempo, estarem como os melhores do País.

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No final do ano de 2016, o treinador do Guarani Marcelo Cabo e o treinador da Ponte Preta Eduardo Baptista, estavam, como se falava no tempo da Jovem Guarda, na crista da onda. São dois treinadores jovens, que poderiam em pouco tempo, estarem como os melhores do País.

Afinal, Marcelo foi campeão da Segunda Divisão pelo Atlético Goianiense, na frente do Vasco e Eduardo acabou na oitava posição do Brasileirão. Só que em 2017 a maionese desandou para os dois. Depois do sumiço em Goiânia, Marcelo não deu andamento ao bom trabalho no Atlético e acabou demitido, foi mal no Figueirense até chegar no Guarani.

Baptista com grande desafio na Ponte Preta

Baptista com grande desafio na Ponte Preta

INÍCIO EM GRANDE ESTILO

Eduardo começou o ano em grande estilo no Palmeiras e como não foi bem, ganhou mala e contratado logo depois pelo Atlético Paranaense também foi para a rua. Convidado pela Ponte Preta, aceitou de pronto o cargo, declarando que a Ponte é coração e faz parte da família dele.

Até é verdade a sua fala, porque ele e seu pai Nelsinho começaram na Macaca, porém a Ponte vai servir de escada e se ele conseguir galgar alguns degraus sem se desequilibrar, estará novamente na vitrine nacional.

CARREIRAS EMPACADAS

Quando se analisa as carreiras do Marcelo e do Eduardo, nota-se que estão empacadas. Marcelo só treinou times de poucas expressões do Rio de Janeiro e Minas Gerais, além do Ceará. Eduardo, depois de um ótimo trabalho no Sport Clube do Recife, foi para o Fluminense e não vingou, foi bem na Ponte, demitido no Palmeiras e no Atlético Paranaense.

Cabo só foi bem no Atlético-GO

Cabo só foi bem no Atlético-GO

Voltou para a Ponte. Na minha carreira profissional, eu analisava os colegas de trabalho e via em cada um o potencial de desenvolvimento. Se não tiver um potencial de desenvolvimento positivo, alto, aí empaca. Isto é, emperra, não continua, não vai adiante.

O QUE PODE ACONTECER…

Penso que são os casos do Marcelo Cabo e do Eduardo Baptista. Marcelo Cabo continuará sendo um treinador de Segunda Divisão, tendo momentos altos e baixos nos times em que vai comandar, enquanto Eduardo Baptista um treinador de Primeira Divisão, porém de times que não são de ponta, de chegada.

Como são treinadores, com pouco tempo de estrada nessa função. poderão trilhar caminhos melhores se o tal de potencial de desenvolvimento subir muito.