Treinador psicólogo do Audax, Fernando Diniz, e que pensa em como ajudar os jogadores
Com 42 anos, formado em psicologia e treinador desde 2009, depois de derrotar o Corinthians do Tite, Diniz é o cara da semana.
Declarou que o seu maior prazer é ajudar os jogadores e não é porque alguns tenham passado por diversos clubes e não conseguiram o estrelato, que podem ser descartados.
Eu me lembro do treinador do Audax, Fernando Diniz, quando era jogador. Ele não era bom de bola, mas teve sucesso, se levar em conta os clubes que defendeu. Ele vestiu as camisas do Palmeiras, Corinthians, Fluminense, Flamengo, Cruzeiro e Santos. É mole?
Na época eu comentava que Diniz arrumava empregos bons, sem ter futebol adequado para defender esses clubes. Bem, aqueles são outros tempos, agora é escrever sobre ele como treinador. Com 42 anos, formado em psicologia e treinador desde 2009, depois de derrotar o Corinthians do Tite, Diniz é o cara da semana.

Após o jogo, ele não quis dar entrevista na sala reservada pelos treinadores, porque lá teria apenas 15 minutos para suas declarações. Foi para a zona mista porque queria falar bem mais. Declarou que o seu maior prazer é ajudar os jogadores e não é porque alguns tenham passado por diversos clubes e não conseguiram o estrelato, que podem ser descartados.
Citou mais de uma vez o exemplo do Cafu, que foi dispensado nas peneiras de diversos clubes e com a sua persistência, conseguiu ser um dos melhores jogadores do mundo. Declarou ainda que a parte tática do jogo é muito importante, mas não pode deixar de lado a evolução do jogador.
A declaração do Diniz é muito interessante, humana e bem diferente de alguns treinadores que só pensam nos resultados e para isso usam o jogador como peça de uma máquina qualquer e não como ser humano. Aliás, usam constantemente a palavra peça em substituição à palavra jogador. Exemplo:
“Eu preciso de uma peça no ataque que jogue pelos lados” ao invés de ” eu preciso de um jogador…”.
Diniz é jovem e tem só 7 anos de experiência na função. Só como lembrança, eu também vi Telê Santana jogar pelo Fluminense e Guarani. Sem querer fazer comparações, ambos tinham praticamente a mesma função nas 4 linhas, eram armandinhos.
Telê não foi um grande jogador, mais foi um mestre como treinador, dando ênfase à parte humana do jogador. Diniz também não foi um jogador admirável, mas com a sua formação psicológica poderá seguir os passos do mestre. Por que não?





































































































































