Transferência de CT do Mogi Mirim para Rivaldo pode ser anulada pela Justiça
O imóvel não faz parte do patrimônio do clube e sim do ex-jogador e ex-presidente do Sapão da Mogiana
O imóvel não faz parte do patrimônio do clube e sim do ex-jogador e ex-presidente do Sapão da Mogiana
Mogi Mirim, SP, 09 (AFI) – Uma ação ajuizada na última quinta-feira, pede anulação das transferências dos Centros de Treinamento do Mogi Mirim de doação em pagamento ao ex-presidente do clube, Rivaldo Ferreira. A ação foi proposta pelo advogado Doutor Renato Franco de Campos.
Na tarde desta segunda-feira, a juíza Doutora Fabiana Garcia Garibaldi deferiu, em parte, a liminar pedida, determinando que seja averbado na matrícula dos imóveis do Centros de Treinamento que, sobre os mesmos, existe a disputa judicial.

Adquiridos na era Wilson Fernandes de Barros, ex-presidente do Mogi Mirim, os Centros de Treinamento de Mogi Guaçu e Limeira, não fazem mais parte do patrimônio do clube.
Os dois espaços para aperfeiçoamento de atletas foram passados para o ex-presidente do Sapo, Rivaldo Ferreira, em dação de pagamento de dívida do clube como mandatário, segundo escrituras e matrículas de registro de imóveis levantadas por torcedores do Mogi.
O CT de Limeira, adquirido pelo Mogi em julho de 1989 e que contém 24 mil metros quadrados, teve valor afixado em R$ 550 mil reais. O CT de Mogi Guaçu, bem maior, com 79 mil metros quadrados, teve uma avaliação de R$ 6 milhões e 300 mil reais.
As duas matriculas foram registradas em nome de Rivaldo Vitor Borba Ferreira em setembro de 2013. As escrituras informam também que, na oportunidade, a dívida do clube com o mandatário era de R$ 12 milhões e 560 mil reais.
A transferência dos bens para Rivaldo Ferreira fere um Termo de Acordo firmado entre ele e a família Barros no ato da transição da gestão do Mogi Mirim Esporte Clube. Todas as partes envolvidas tomaram ciência do conteúdo do termo e assinaram o documento.O ex-advogado do Mogi Mirim, Hélcio Luiz Adorno, foi quem redigiu o documento com base nas declarações de Rivaldo Ferreira. “O documento foi feito em cima das declarações do Rivaldo”, afirma Adorno.
Entre os principais pontos destacados no termo, Rivaldo se compromete não dilapidar o patrimônio do clube. Além disso, se compromete arcar com todas as contas passivas do Mogi Mirim.
A validade jurídica do Termo de Acordo é discutida por representantes de Rivaldo, mas Adorno acredita que o documento pode ser considerado em uma avaliação judicial.
Além dos Centros de Treinamento, aproximadamente 14 apartamentos localizados no Condomínio Lorenzetti foram negociados por Rivaldo após assumir a gestão do Sapo. Uma estimativa indica que Rivaldo conseguiu angariar R$ 2 milhões com as vendas dos imóveis.





































































































































