Tradicional clube do interior paulista, América vê seu maior patrimônio ir a leilão
Equipe de São José do Rio Preto inaugurou o Teixeirão em 1996; obras haviam se iniciado 17 anos antes
Um dos clubes mais tradicionais do interior de São Paulo, o América vive o pior momento de sua gloriosa história.
São José do Rio Preto, SP, 06 (AFI) – Um dos clubes mais tradicionais do interior de São Paulo, o América vive o pior momento de sua gloriosa história. Fundado em 28 de janeiro de 1946, os rio-pretenses estão há duas temporadas no Campeonato Paulista da Segunda Divisão, o que equivale ao quarto e último escalão estadual. Além disso, o estádio Benedito Teixeira foi a leilão algumas vezes, mas não surgem interados em arrematá-lo.
Nesta terça-feira, a Justiça do Trabalho de São José do Rio Preto estendeu até o dia 4 de novembro o prazo para a venda do Teixeirão. Quando isso acontecer, o valor arrecado, que deverá ser de cerca de R$20 milhões, quitará 143 dívidas trabalhistas, que, somadas, ultrapassam R$10 milhões.
O estádio Benedito Teixeira, atualmente avaliado em R$ 35 milhões, foi inaugurado em 1996, 17 anos após o início de sua construção.
Em 10 de fevereiro daquele ano, para um público oficial de 17 585, o São Paulo foi até Rio Preto e venceu por 3 a 2.
Valdir, atacante tricolor, foi o responsável por fazer o primeiro gol da nova casa americana, a qual tem capacidade para 36 426 espectadores.
O imóvel foi batizado em homenagem a Birigui, ex-ponta-esquerda e principal presidente da história do clube e responsável por idealizar a construção do estádio. Nascido em 24 de julho, Bendito Teixeira faleceu em 10 de janeiro de 2001 e pôde acompanhar os melhores momentos da história do clube.
O primeiro grande título foi o Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 1957 – o equivalente ao Campeonato Paulista da Série A2 dos dias atuais.
À época, somente o vencedor da divisão garantia o acesso, que fora instituído em 1948, quando o XV de Piracicaba foi campeão.O cartola, inclusive, chegou a ver o América no Brasileirão.
Em 1978, o clube participou do principal torneio do país e fez campanha bastante honrosa, tendo avançado à segunda fase. O campeão seria o Guarani, única equipe do interior a conquistar tal taça. A decadência da equipe começou em 2007, quando caiu da A1 para a A2 do Paulista.
Foram cinco anos no segundo escalão estadual, os quais chegaram ao fim em 2012, com novo descenso. No Paulista A3, a equipe rubra durou apenas uma temporada e, em 2014, chegou ao fundo do poço, de onde ainda não saiu e se depara com difícil perspectiva – em dois anos na Segundona, sequer avançou à segunda fase.





































































































































