Torcedores e lideranças se reúnem com prefeito de Sorocaba para buscar uma solução
O clube vive uma das piores fases de sua centenária história, com o rebaixamento para a Série A3 de 2027 após uma campanha vergonhosa
Com o nome de “Retomada do DNA Vencedor”, o movimento reúne empresários, conselheiros e membros da sociedade civil
Sorocaba, SP , 19 (AFI) – Um grupo formado por torcedores e lideranças ligadas ao São Bento deu início, nesta última segunda-feira (16), a uma mobilização com o objetivo de reagir ao momento difícil vivido pelo clube dentro de campo.
A iniciativa tem à frente o prefeito de Sorocaba, Fernando Martins (PSD), que já presidiu a equipe no passado. O clube vive uma das piores fases de sua centenária história, com o rebaixamento para a Série A3 de 2027 após uma campanha vergonhosa para seus torcedores na Série A2, além de problemas financeiros que vêm preocupando a nova gestão.
MOVIMENTO
Com o nome de “Retomada do DNA Vencedor”, o movimento reúne empresários, conselheiros e membros da sociedade civil. A ação conta ainda com o apoio do presidente do Conselho Deliberativo, Wilson Vieira, e também do atual presidente do clube, Florísio Viana.
Na prática, a iniciativa visa iniciar um movimento para “salvar” o clube, parecido com o de 2013, comandado por um colegiado de dirigentes com prestígio, apoio da torcida e da cidade, chamado “Vamos Subir, Bento”, que tirou o time da Série A3 e, seis anos depois, o levou ao Campeonato Brasileiro da Série B.
FORÇA
A mobilização ganhou força após o recente rebaixamento do São Bento no Campeonato Paulista da Série A2, campanha considerada uma das mais negativas da história recente do clube. Em 15 jogos disputados, o time conquistou apenas uma vitória, além de dois empates, e sofreu 12 derrotas.
Entre as metas do grupo estão o resgate da identidade do clube, a aproximação com a torcida e o incentivo à participação da iniciativa privada.
A proposta também inclui unir diferentes setores da cidade para fortalecer o apoio institucional e financeiro, com a expectativa de reorganizar o São Bento e recolocá-lo em um cenário mais competitivo nos próximos anos.
Até agora, não houve registro oficial da reunião inicial, mas a tendência é que novas ações sejam realizadas nas próximas semanas.
INDEFINIÇÃO
O presidente do clube, o empresário Florísio Viana, que era vice-presidente e assumiu a presidência do clube de Sorocaba após a saída do agora ex-presidente Almir Laurindo neste mês de março, antes do fim do mandato trienal, frisou que uma possível presença do clube na Copa Paulista não está confirmada — o São Bento precisaria primeiro de um convite da Federação Paulista. Mas o grande problema é financeiro.
Falando à imprensa local (Jornal Cruzeiro do Sul), o dirigente disse que o São Bento enfrenta dificuldades financeiras e acumula compromissos em aberto após a perda de patrocinadores ao longo da temporada. Segundo ele, o clube possui diversos compromissos atrasados devido à falta de verba. “No primeiro semestre nós perdemos vários patrocinadores e, no segundo, precisamos correr atrás de novos”, explicou.
Ainda sobre a presença do clube na Copa Paulista, Florísio sinalizou: “A pretensão é participar e ter calendário no segundo semestre, mas eu preciso avaliar valores, despesas e aportes para poder dizer que vamos disputar. Se não houver condições financeiras, valores ou ajuda, fica difícil disputar. Não adianta participar só para gerar mais despesas.”
SAF E AS CONTAS
Na mesma reportagem, o presidente contou que, apesar dessas dificuldades, a diretoria do São Bento busca manter em dia os pagamentos e compromissos considerados prioritários, como os funcionários da agremiação: “As contas vão chegando e se acumulando, mas estamos tentando fazer o possível para pagar e ajustar, principalmente a parte dos funcionários, para não deixar atrasar”.
Para o dirigente, a possibilidade de o clube se transformar em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) é bem vista, assim como a chegada de um investidor para sanar os problemas financeiros do Azulão: “Eu vejo com bons olhos uma SAF, mas tem de vir um grupo que tenha condições de sanar a dívida e fazer novos investimentos no clube”.
Ainda conforme a entrevista do dirigente, existem pendências relacionadas à parceria com o grupo que participou da cogestão durante a Série A2, ligadas a um aporte de R$ 500 mil que não teriam sido regularizadas. Essa é outra questão que preocupa o clube.





































































































































