Torcida protesta, mas time da Série D quer contratar goleiro Bruno
Operário aguarda a Justiça liberar o jogador para que ele seja anunciado como reforço
Operário aguarda a Justiça liberar o jogador para que ele seja anunciado como reforço
Várzea Grande, MT, 06 (AFI) – Grupos de torcedores e as principais organizadas do Operário vão protocolar um abaixo-assinado para que diretoria desista da contratação do goleiro Bruno Fernandes, ex-Flamengo.
A diretoria aguarda o retorno dos trabalhos do Judiciário, marcado para esta terça-feira para que comece a trabalhar para liberação do jogador.
O departamento jurídico do clube encaminhou há duas semanas uma petição para a justiça mineira, onde Bruno está sob prisão domiciliar, mas o juiz plantonista argumentou que só com a volta dos trabalhos será possível julgar o mérito do pedido.
O supervisor do Operário, André Xela, disse ao Futebol Interior que a contratação de Bruno Fernandes para a temporada 2020 (que inclui o Estadual, a Copa do Brasil e o Brasileiro da Série D) “está de pé”.
O salário do jogador, caso a contratação de concretize, será pouco de menos de R$ 6 mil por mês, conforme teto salarial estabelecido pelo tricolor várzea-grandense.
NA BRONCA
Enquanto os dirigentes se movem, nas redes sociais dezenas de torcedores protestam e se dividem.
No Facebook, a plataforma que a maioria dos operarianos usa, comentários e mensagens reagem negativamente – alguns concordam que o clube dê oportunidade ao goleiro.
O assunto tem consumido bom tempo dos torcedores do clube desde que o Futebol Interior publicou a ideia da diretoria em contratar o jogador.
Com time formado por jogadores cedidos pelo Boa Esporte, clube de Minas Gerais onde Bruno teve a primeira oportunidade de jogar assim que a justiça lhe concedeu prisão domiciliar, o Operário mantém o plano de contar com ele para a campanha deste ano.
“A menos que a justiça negue nosso pedido”, enfatizou Xela.
O QUE ACONTECEU
Em 2013, Bruno Fernandes foi condenado a 22 anos e nove meses pela morte da ex-namorada Eliza Samudio três anos antes.
A pena foi agravada com a acusação de sequestro do filho Bruninho e ocultação de cadáver, mas estes dois crimes prescreveram.





































































































































