Torcida ganha jogo? Entenda como esse fator influencia os resultados no Brasil
Período em que os estádios ficaram vazios durante a pandemia mostrou como a presença dos torcedores interfere
O Futebol só ganha alma de verdade quando a arquibancada está cheia e pronta para energizar os jogadores dentro de campo
Campinas, SP, 06 (AFI) – Durante a pandemia, o futebol viveu uma experiência inédita: jogos sem torcida, estádios silenciosos e o fim temporário da pressão das arquibancadas. Foi nesse período que uma velha dúvida encontrou uma resposta científica: o público realmente faz diferença, e muita.
O impacto da ausência de torcedores
Pesquisadores da National Library of Medicine (2023) analisaram mais de 6 mil partidas em 17 ligas diferentes e constataram uma queda média de 8% no aproveitamento dos mandantes em jogos sem torcida.
Esse fenômeno também foi registrado no Brasil: segundo um estudo da UFMG Sports Lab (2024), o aproveitamento dos clubes em casa no Brasileirão caiu de 61% em 2019 (com público) para 52% em 2020 (sem público).
O mesmo levantamento mostrou que as vitórias como visitante cresceram 20% no período, o que praticamente eliminou o fator “casa” durante as rodadas disputadas sob portões fechados.
Em outras palavras, o barulho e a pressão das arquibancadas influenciam o placar tanto quanto o talento dentro de campo.
Efeito psicológico e influência na arbitragem
A ausência de torcida afetou não só os jogadores, mas também os árbitros.
De acordo com um artigo publicado na Frontiers in Behavioral Economics (2024), sem a pressão do público, os juízes marcaram 17% menos pênaltis a favor dos mandantes e distribuíram menos cartões vermelhos aos visitantes.
O estudo aponta que o “efeito torcida” cria um viés inconsciente, que aumenta a chance de decisões favoráveis para quem joga em casa.
Do lado emocional, estudos revelam que a presença da torcida eleva os níveis de cortisol e dopamina nos atletas, melhorando o foco e a disposição física.
Brasileirão: dados confirmam o efeito arquibancada
O período sem torcida funcionou como um experimento dentro do futebol brasileiro.
Entre 2020 e 2021, segundo dados do Centro de Estudos de Economia do Esporte da UFMG, o número de vitórias dos mandantes despencou, e a média de gols em casa caiu de 1,65 para 1,29 por partida.
A diferença ficou ainda mais clara quando o público voltou aos estádios: em 2022, o aproveitamento dos mandantes subiu novamente para 63%, quase o mesmo patamar pré-pandemia.
Com o retorno do público, as partidas se tornaram mais intensas, e os clubes com grandes torcidas voltaram a impor força e protagonismo nos jogos em casa.
Um dado curioso reforça o ponto: entre 2019 e 2021, apenas 31% das vitórias do Flamengo foram conquistadas no Maracanã; já em 2023, com a volta da torcida, esse número saltou para 62% (dados do LiveScore).
A força da arquibancada também é financeira
O retorno do público não mexeu apenas com o emocional dos atletas, mas também com o caixa dos clubes.
O Flamengo arrecadou R$ 118 milhões em bilheteria no ano passado, o Corinthians superou R$ 80 milhões, e o Palmeiras ultrapassou R$ 70 milhões.
Essas receitas ajudam a explicar o motivo pelo qual jogar com casa cheia é também uma vantagem competitiva e econômica.
Além disso, o crescimento da presença do público movimentou o mercado paralelo do entretenimento esportivo, impulsionando o segmento das casas de apostas regulamentadas e de plataformas digitais.
Esses ambientes oferecem desde mercados de futebol até opções de bônus atrativas, como o uso do código de bônus Bet365, um dos mais populares entre apostadores brasileiros, reforçando a conexão entre a paixão das arquibancadas e o universo das apostas esportivas.
Arquibancada faz parte do jogo
A ciência e os números deixam claro: o público faz diferença no futebol.
O período em que os estádios ficaram vazios durante a pandemia foi mais do que uma simples curiosidade esportiva. Ele serviu como um experimento real que mostrou como a presença dos torcedores interfere positivamente no desempenho dos mandantes, energiza os jogadores e torna o ambiente menos favorável para os visitantes.
Sem torcida, os jogos se tornaram mais equilibrados, com menos influência emocional e mais neutralidade.
Mas com a volta dos fãs, os estádios voltaram a ser territórios onde a energia da torcida virou parte da estratégia, confirmando que, no fim das contas, o futebol só ganha alma de verdade quando a arquibancada está cheia.





































































































































