Torcida do Coritiba tenta invadir vestiário e meia se esconde em espaço do rival

Thiago Galhardo, do Coxa, teria se escondido no vestiário do São Paulo

Thiago Galhardo, do Coxa, teria se escondido no vestiário do São Paulo

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Curitiba, PR, 25 (AFI) – O elenco do Coritiba passou por momentos tensos após a derrota para o São Paulo, por 2 a 1, neste domingo, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba. isto porque um grupo de torcedores tentou invadir os vestiários do Coxa para protestar contra a quinta derrota seguida no Brasileirão.

Eles ocuparam uma área interna no vestiário e tentaram forçar uma porta de saída que dá acesso ao estacionamento interno do clube, onde os jogadores costumam parar seus carros. Segundo técnico Ney Franco não houve tentativa de invasão.

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“Esse clima nunca é bom. É a segunda vez que aconteceu. A primeira vez não foi benéfica e nunca é boa, porque se você tem jogadores que passaram por uma situação como essa, ele pode se assustar”, afirmou o treinador.

Segundo informações de alguns jogadores, a porta chegou a ser arrombado e houve correria. O meia Thiago Galhardo teria conseguido escapar e precisou se esconder no vestiário do São Paulo, enquanto o zagueiro Juninho subiu correndo para o campo.

“Eu estava perto da porta e consegui sair. Para o pessoal que ficou lá dentro foi mais tenso. Eu só vi o barulho, muitas vozes, e todo mundo começou a correr. O melhor caminho que tinha era correr para o corredor, porque se nós corrêssemos pro campo”, comentou o defensor.

Membros da comissão técnica chegaram a pedir uma vaga no vestiário do Coxa, mas não houve confirmação de feridos.

Na estreia de Ney Franco, ainda no começo do Brasileirão, em maio, um grupo de torcedores, cercados por seguranças do clube, foi até o vestiários conversar com o elenco. Neste caso, no entanto, não houve invasão.

CENI SE REVOLTA
A invasão do vestiário do Coritiba por torcedores do clube revoltou Rogério Ceni. O goleiro do São Paulo viu o meia Thiago Galhardo ter que se esconder no espaço dedicado ao time paulista para fugir de uma possível agressão. Segundo o atleta, o incidente é motivo para “parar o futebol”.

“Você vê que no jogo de hoje os jogadores do Coritiba correram e lutaram até o fim, mas no futebol um tem que ganhar e o outro tem que perder. É natural do futebol. Isso que aconteceu, para mim, é caso de parar o futebol. Porque aconteceu hoje com o Coritiba e amanhã vai acontecer com outro time”, disse Ceni.

Não é a primeira vez este ano que a torcida do Coritiba entra no vestiário para cobrar os atletas por um mal resultado. Na sétima rodada do Brasileirão, após a derrota para o Flamengo, houve uma conversa. Neste domingo, os torcedores chegaram até o local destinado ao aquecimento dos jogadores e chutaram a porta do vestiário tentando entrar, só sendo impedidos por seguranças e pela chegada da polícia.

O Couto Pereira, por sua vez, já foi palco de cenas de violência. Em 2009, quando o Coritiba foi rebaixado para a Série B do Brasileiro, a torcida invadiu o campo e o estádio acabou sendo interditado.

“Não é de direito de um torcedor fazer isso. Aliás, torcedor, como diz a palavra, ele vem ao estádio vibrar, torcer, trazer a família. É uma vergonha para o futebol brasileiro”, disse Rogério Ceni.