Torcida da Ponte protesta e pede a cabeça de diretor
Campinas, SP, 12 (AFI) – Um dia após a diretoria dar um “puxão” de orelhas nos jogadores da Ponte Preta, nesta quinta-feira, foi a vez da torcida da Macaca entrar na onda de protestos contra a irregularidade do time dentro do Campeonato Brasileiro da Série B. Cerca de 30 torcedores se reuniram na frente de um hotel, no centro da cidade, onde o time está concentrado, por volta das 16 horas, gritando frases contra todos: jogadores e diretores.
Um dos principais alvos foi o diretor de futebol, Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho. Se ele estivesse presente, ouviria o seguinte coro:
”Tiãozinho, vai se f…er, larga a Ponte e volta pro PT”, num clara alusão de insatisfação com o diretor e também numa referência ao Partido dos Trabalhadores do qual pertence o ex-vereador e ex-deputado estadual.
Outros gritos de apupos ouvidos foram os mais comuns, como estes:
”Ô, ô, ô…queremos jogador”.
”Queremos raça! Queremos raça!”
Sem amparo da diretoria
Representantes da Torcida Jovem e da Serponte se queixam da situação do time, que não vence há quatro jogos e começa a despencar na tabela de classificação.
”Depois deste jogo com o Criciúma, ainda vamos pegar Brasiliense e Coritiba, que brigam pelo acesso. Se perdermos, vamos ficar lá em baixo”, lembrou Márcio Rosa, comunicador da Torcida Jovem. E disse muito mais ao microfone da Rádio Central de Campinas:
”Ninguém atende a gente, a diretoria, os jogadores, então viemos aqui. Ninguém respeita a torcida, mas o time precisa jogar para nós e não cada jogador jogar por ele mesmo. Se não serve para a Ponte, porque tem medo da torcida, então é melhor procurar um time menor”, alertou Rosa.
Presidente aceita protesto
Por volta das 18h30, portanto, uma hora após o protesto, o presidente Sérgio Carnielli compareceu à concentração e não se mostrou contrário à posição dos torcedores.
”Acho que se o time não vai bem, a torcida tem razão de protestar. Eu apenas sou contra e não aceito a violência. Foi um ato pacífico, então nós aceitamos. Acho que a pressão é válida”, analisou o dirigente.
Carnielli disse que não falaria mais com os jogadores, uma vez que já tinha feito isso no dia anterior. Mas ele defendeu Nelsinho Batista e a comissão técnica:
”O Nelsinho é um técnico competente e que até recusou vários convites para ficar com a gente. Ele vai continuar conosco, porque a situação vai mudar”, contou.
Carnielli admitiu que se “a maré de azar” não mudar, algumas mudanças podem acontecer no clube. Até mesmo com a retomada da busca por reforços.
”Se for preciso, vamos mudar o time. Mas vamos aguardar, porque estou otimista numa melhora do time, que tem jogado bem, mas precisa vencer”, completou.
A posição do presidente contraria o diretor de futebol Tiãozinho, que dizia já ter acabado o ciclo de contratações. Ele alegava já ter feito um “planejamento” para a temporada.
Protesto pacífico
O protesto, aparentemente, foi pacífico, mas a direção do hotel, por precaução, chamou a polícia para manter a ordem. Fora alguns rojões, nada mais aconteceu, segundo o próprio policiamento.
”Não houve nenhum tipo de depredação e nenhum ocorrência anormal. Não houve motivo para chamar atenção de alguém ou de prisão”, confirmou o policial Coelho, que atendeu a ocorrência.





































































































































