Série C: Torcedores do Remo denunciam violência da PM no Baenão

A polícia militar agiu após membros da organizada acenderam sinalizadores na arquibancada do estádio

Pessoas presentes no estádio Baenão denunciaram ação violenta da Polícia Militar na partida entre Remo e Aparecidense

Série C: Torcedores do Remo denunciam ação violenta da PM no Baenão
Foto: Lívia Alencar / Divulgação / Remo

Belém, PA, 08 (AFI) – Remo e Aparecidense empataram em 0 a 0 no último domingo (07), pela 18ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. Algumas pessoas que estavam presentes no estádio Baenão denunciaram ação violenta da Polícia Militar durante o segundo tempo da partida em Belém.

Torcedores do Leão afirmaram que o jogo corria normalmente até que membros da torcida organizada do Leão acenderam sinalizadores. Ao perceber, integrantes da PM entraram nas arquibancadas e iniciaram as agressões. 

Uma das torcedoras disse que os policiais distribuíram cacetadas e spray de pimenta em várias pessoas. 

“A arquibancada da Almirante Barroso estava muito lotada, não só com a organizada, eles fizeram uma torcida mista. Tinham muitas crianças, idosos e gestantes. Ai a polícia surgiu empurrando todo mundo de forma brutal”, relatou.

Em um dos vídeos que circulam nas redes sociais é possível observar a presença de crianças e idosos durante a confusão, como conta a torcedora do Remo, que também enfatiza o despreparo da Polícia Militar para agir diante do tumulto. 

“Tinha muita criança chorando. A gente viu que teve um despreparo muito grande, já que eram policiais novos. Eles não estavam preparados para aquilo. E escutamos que todos os jogos eles tem reunião com DPE. Não foi avisado que teria essa demanda grande de policiais, nem explicaram as coisas”, prossegue.

SINALIZADORES NA TORCIDA DO REMO

Sobre o uso dos sinalizadores, que é proibido nos estádios de futebol, a torcedora conta que não houve nenhum protocolo de procedimento para identificar os responsáveis antes da invasão da arquibancada.

“A Polícia veio para cima com muita brutalidade. Não esperaram, não chamaram a diretoria para falar. Todos os órgãos na frente o policial vinha, procura o responsável para assinar o boletim de ocorrência. Foi um despreparo total. Eles subiram dando porrada, soltaram spray de pimenta, o que é um absurdo em um local com muita gente” contou.

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