Torcedor do Flamengo é preso por injúria racial a funcionário do Maracanã

Ele foi encaminhado para o Jecrim e compareceu a uma audiência com o Juiz dentro do Maracanã

Um novo caso de racismo manchou a semifinal da Copa do Brasil

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Rio de Janeiro, RJ, 24 (AFI) – Um novo caso de racismo manchou a semifinal da Copa do Brasil. Na vitória por 1 a 0 em cima do Botafogo, um torcedor do Flamengo foi preso no Maracanã por injúria racial contra um funcionário que trabalhava na portaria do estádio. Wagner Marinho Tavares foi encaminhado em flagrante pelo Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (GEPE) e no mesmo dia já passou pela audiência com o juiz Luiz Alfredo de Carvalho do Juizado Especial Criminal (JECRIM).

Vale lembrar que um tumulto muito grande tomou conta do entorno do estádio. Torcedores não puderam entrar no Maracanã mesmo com ingressos em mãos e a polícia reportou alguns pontos de invasão. Em meio à confusão, Wagner Marinho, que já tinha passado pelos portões, voltou para discutir com um funcionário e cometeu a injúria racial: “se você não sabe trabalhar nisso, devia vencer banana, porque você é filho de preto”.

Torcedor do Flamengo é preso por injúria racial a funcionário do Maracanã

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O soldado Raphael Ribeiro, do GEPE, presenciou a discussão e imediatamente encaminhou o torcedor para a delegacia que funciona dentro do estádio. Dali, ele foi levado para o JECRIM para a audiência com o Juiz Luiz Alfredo de Carvalho, o mesmo que trabalhou na última quarta-feira, no Nilton Santos, e infelizmente também teve que trabalhar depois de outro caso de racismo, quando André Luís Moreira dos Santos cometeu injúria racial contra a família do atacante Vinícius Júnior.

Wagner Marinho Tavares terá que cumprir medidas restritivas semelhantes às de André Luís Moreira dos Santos. Pelos próximos seis meses, Wagner se apresentará à Cidade da Polícia durante os jogos do Flamengo e terá que comparecer todo mês no Juizado do Torcedor. Ele não pode mudar de endereço sem comunicar o órgão e nem deixar o estado do Rio de Janeiro sem uma autorização judicial expedida com dez dias de antecedência.