Todinho, dívida, racismo, rebaixamento, ódio e amor são os assuntos

Ponte Preta faz manifestação contra o racismo

Todinho, dívida, racismo, rebaixamento, ódio e amor são os assuntos

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Depois da coluna Cadê Você, atualizada desde domingo com mais enfoque sobre o saudoso treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão; outras duas colunas saíram do forno: Memórias do Futebol lembra do clássico zagueiro Djalma Dias, que no futebol paulista jogou no Palmeiras e Santos. No link Anda Campinas, desativado, o espaço foi cedido para o Informacão. Na pauta, publicação sobre proibição de matança e consumo de carne de cachorro na China, e dois vídeos curiosos: cão ‘trabalha’ como ajudante em oficina mecânica e cadela mostra incrível ciumeira de filhote.

Após dois dias sem atualização, a retomada do blog chega com tópicos diversos.

Júnior Todinho

Júnior Todinho

1 – Evitem críticas à diretoria do Guarani por não ter chegado a um acordo de renovação de contrato com o atacante Júnior Todinho.

Futebol é negócio. Se o atleta supostamente tem oferta melhor e não quis aceitar o proposto pelo clube, agiu profissionalmente.

Se os dirigentes, pés no chão, sabem que não podem pagar além do oferecido, compreende-se.

2 – No Cruzeiro, irresponsáveis dirigentes se dispuseram gastar aquilo que o clube não tinha, e agora a conta chegou.

Foram bloqueados R$ 650 mil para quitação de dívidas trabalhistas.

3 – Manifestações ordeiras de combate ao racismo nos Estados Unidos são bem-vindas.

Tem-se que cobrar sim dura pena ao policial branco que assinou brutalmente o negro George Floyd, por estrangulamento.

Como a diretoria pontepretana usou as redes sociais para se integrar ao coro de tantos outros contra o racismo, seus torcedores ficaram divididos sobre a postura.

Quem discordou – embora igualmente combata o racismo – argumenta que a Ponte Preta não precisa de letras para marcar posição, pois pratica a democracia racial. E agora mais de que nunca com negros na composição da diretoria.

Mesma corrente cobra sim justificativa do presidente Sebastião Arcanjo pra o atoleiro do time no Paulistão, lanterna com sete pontos ganhos.

4 – Sobre atoleiro, o Botafogo de Ribeirão Preto já começa a espernear e corre atrás de adesões para que não tenha rebaixamento neste Paulistão.

Ora, se continuar a competição, não há motivo pra virada de mesa. Chega do desmoralizante ‘tapetão’.

5 – Longe de partidarizar politicamente para ‘a’ ou ‘b’, eis a questão: torcedores rivais de organizadas não se esbofeteiam por aí, e até marcam brigas pela internet? Ou melhor: não travam batalhas sangrentas que resultam até em mortes? Ministério Público não exigiu torcida única para se evitar confrontos de rivais?

Ora, como de uma hora para outra desavença e ódio são trocados por gentileza e mãos dadas? Aparentemente isso deve ter ocorrido domingo.

Desta vez não brigaram entre si, mas o espírito de vândalos se fez presente com a velha coragem para enfrentar policiais e proceder quebra-quebra.

Não precisa me explicar. Eu só queria entender quem foi o mágico que conseguiu transformar ódio em amor?