Tocantinense: Araguaína não cumpre contrato e demite técnico

Palmas, TO, 20 (AFI) – O casamento entre Araguaína e o técnico Waldir Peres durou apenas 40 dias. Foram quatro jogos – sendo uma pela Copa do Brasil – derrota por 3 x 1 para o Gama (DF) e mais três pelo Tocantinense – vitória por 4 x 0 sobre o Tocantins (Palmas), derrota para o rival Tocantinópolis por 2 x 1, em casa e vitória por 2 x 1 diante do Tocantins, em Miracema e a liderança do Grupo A do Tocantinense.

Apesar destes resultados, a diretoria demitiu o técnico alegando não ter condições financeiras de cumprir o contrato que havia prometido ao treinador. Segundo o presidente do Araguaína, Itamar Perin, o salário de Waldir Peres era superior a R$ 6 mil e o clube não tinha como bancar esta quantia. Ele explicou ainda que alguns empresários haviam prometido ajudar o clube para pagar o treinador, mas desapareceram.

“O Waldir começou a me cobrar – já que havíamos prometido um carro e uma acomodação melhor para ele, mas como os parceiros não cumpriram a palavra, tivemos que fazer esse acerto”, disse o presidente ressaltando também que a derrota por 2 x 1 para o TEC acabou pesando na balança, já que a equipe não vinha rendendo em campo. O nome mais forte para assumir o time é o de Sérgio Belfort – que está em São Luís (MA).

Waldir Peres
O ex-treinador disse que a diretoria não cumpriu o prometido – além do salário atrasado e um carro à disposição e que o clube não está dando condições para os jogadores, já que a viagem para Miracema no último domingo foi feito por uma Van, sendo que segundo ele, teria que ser de ônibus.

“Fico chateado com a situação, mas saio deixando o time na ponta do campeonato, porém, sem mágoa de ninguém. Infelizmente eles prometeram o que não puderam cumprir”, destacou Waldir Peres.