Time mineiro que contratou goleiro Bruno é acusado de falta de pagamento e estrutura
Thales Moreno de Assis, ex-presidente do Vulcão, teria sido uma das vítimas de Paulo César da Silva, o atual mandatário
Thales Moreno de Assis, ex-presidente do Vulcão, teria sido uma das vítimas de Paulo César da Silva, o atual mandatário
Poços de Caldas, MG, 31 (AFI) – Depois de anunciar e manter o goleiro Bruno, condenado pela participação na morte de Eliza Samúdio, por apenas alguns dias, o Poços de Caldas volta a aparecer no noticiário. Dessa vez, o Vulcão é acusado de oferecer péssimas condições de trabalho, com jogadores morando em casa sem estrutura alguma e precisando dormir no chão.
Entre as demais irregularidades, ‘destaque’ para o fato de que o clube mineiro, em repetidas ocasiões, teria oferecido arroz e feijão com salsicha – às vezes, arroz e feijão com hambúrguer – como único ‘prato’ aos seus funcionários. Além disso, parte da comissão técnica já teria deixado o Ronaldão por falta de pagamentos.
“O Vulcão estava parado há um ano e sete meses. A partir do momento que eu, juntamente com alguns amigos, temos tentado trazer o clube novamente para a cidade, tem pessoas que não gostam do Vulcão, tentam falar mal. Vieram ao CT, tiraram foto de uma casa que não pertence ao CT para denegrir a imagem do clube”, disse o presidente do Poços de Caldas, Paulo César da Silva, em entrevista à Rede Mais.
QUE COISA, NÃO?
Atletas que não quiseram se identificar, porém, afirmam que jamais receberam um centavo sequer para treinar e participar das atividades no Vulcão. A falta de uma perspectiva sobre o tema, aliás, teria sido o principal motivo para a saída do técnico Paulinho Ceará.
“Ele está com o pagamento dele em dia. Eu tenho como provar isso, o pagamento dele vence no dia 5. O Paulinho Ceará está com uns problemas particulares, chegou ao presidente e falou que precisava de uns dias para resolver a situação. Eu falei: ‘O senhor está liberado. Enquanto isso, vamos apresentar um novo treinador para dar sequência’”, alegou o cartola.
DISPAROU!
Thales Moreno de Assis, ex-presidente do Poços de Caldas, também teria sido uma das vítimas de Paulo César da Silva. Ele acusa o atual mandatário de não ter cumprido com o que havia sido acertado entre as partes. Além disso, a Federação Mineira de Futebol (FMF) considera o Vulcão inativo por conta de dívidas com a própria entidade.
“Me procurou com a proposta de assumir o clube e quitar todas as dívidas, que giravam em torno de R$ 300 mil. Então, algumas dessas dívidas eram em meu nome, pessoa física; outras, na do clube. A gente combinou, e ele pagaria as do meu nome com cheques; as do clube, ele pegaria pessoa por pessoa para ir parcelando. Depois, vi que eram cheques sem fundos. Fizemos acordo, ele me pediu mais prazo, eu dei, trocamos o cheque, continuou sem fundo”, reclamou o empresário.
“Quando nós fizemos a negociação do clube, foi passado um valor. Foi negociado entre o presidente e eu. Ele passou um valor, fizemos um contrato. O advogado foi levantar os valores do clube, e ele supera duas ou três vezes o valor que foi passado para nós. Meu advogado alertou, estamos fazendo um desacordo comercial, ele vai ser intimado, vai ter que abrir mão de algumas coisas”, defendeu-se Paulo César da Silva.
ASSIM NÃO DÁ!
O presidente ainda alegou que apenas o goleiro Bruno tinha contrato, e os demais jogadores receberiam salários apenas a partir do ano que vem. Em 2020, a intenção do Poços de Caldas era disputar a Segunda Divisão Mineira (o equivalente ao terceiro escalão estadual, tal qual o Paulista da Série A3).





































































































































