Time da Série B "põe a mão na consciência" e desiste de contratar Jóbson

Clube e Botafogo não chegaram a um acordo pelo empréstimo do jogador

Afim de evitar problemas fora de campo e nos cofres, o América-RN desistiu oficilamente da contratação do atacante Jóbson. O clube potiguar não concordou com as exigências financeiras do Botafogo.

Natal, RN, 05 (AFI) – Afim de evitar problemas fora de campo e nos cofres, o América-RN desistiu oficilamente da contratação do atacante Jóbson. O clube potiguar não concordou com as exigências do Botafogo para a contratação do jogador e resolveu desistir da chegada do atacante-problema.

Com a promessa de que o jogador voltaria a se comportar fora das quatro linhas, mas o Botafogo, dono dos direitos econômicos, não aceitou pagar o salário integral do atleta. Sendo assim, o Mecão desistiu da chegada do jogador para não precisar botar a mão no bolso.

Jobson tem contrato com o Botafogo até 2015 e estava emprestado ao São Caetano até o fim do ano e a ideia da diretoria paulista era rescindir seu vínculo, mas o Fogão também não tem interesse em pagar o restante do salário do atacante. Por isso, ambas as partes trabalharam em busca de um clube que aceite ter o jogador problema em seu elenco.

Mais do mesmo!
Jobson Leandro Pereira, de 25 anos, tem um currículo recheado de polêmicas. Em 2009, ele teve acusado o uso de cocaína em um exame antidoping, quando defendia o Botafogo. Após idas e vindas nos tribunais esportivos, o jogador voltou a atuar em 2011 pelo Bahia, do qual foi dispensado por indisciplina. Ainda seria suspenso no segundo semestre de 2011, por mais seis meses.

Neste ano, desde que acertou com o São Caetano para a disputa do Paulistão, Jobson se envolveu em algumas polêmicas. Uma delas foi em março. O atacante foi acusado de ter agredido a mulher, Thayne Bárbara, e passou a madrugada na Delegacia de São Caetano do Sul prestando depoimento. Em abril, ele voltou a ter seu nome em uma página policial.

De folga, Jobson saiu com os amigos para beber e entregou o carro para um menor de idada com medo de ser pego na blitz da Lei Seca. Porém, a dupla encontrou pelo caminho um comando, só que ao invés de parar, resolveu acelerar. Quando parados, os dois desceram do carro e o atacante quis discutir com os oficiais do local. Ele foi levado para a delegacia e teve que assinar um termo por desacato e resistência à prisão.