Time da Série B ainda sente falta de Roberto Fernandes

Brasília, DF, 31 (AFI) – No Brasiliense, ainda continuam as buscas por explicações pela queda vertiginosa de produção da equipe no Campeonato Brasileiro da Série B. O time que figurou entre os quatro melhores da competição, por bom tempo, agora corre sério risco de rebaixamento.

Fazendo-se uma análise do desempenho dos treinadores que passaram pelo clube, chega-se à conclusão que o grande ‘culpado’ é Roberto Fernandes. Por quê? Ele teve o melhor desempenho entre os cinco treinadores que o clube teve neste ano.

Foi o melhor momento do clube tanto na Série B, como nas disputas da Copa do Brasil onde o time chegou às semifinais, quando foi eliminado pelo Fluminense. A partir da saída do treinador, começou a saga do Brasiliense na segundona nacional. Permaneceu ainda no G4, sob o comando de Wanderley Paiva.

Histórico dos treinadores
O Jacaré brasiliense começou a campanha na Série B do Brasileiro, comandado por Roberto Fernandes. Ele vinha da conquista do tetra campeonato candango. O técnico comandou o Brasiliense nesta Série B, por nove jogos. Foram cinco vitórias, dois empates e duas derrotas. Fernandes conquistou 62,9% dos pontos disputados.

Após o empate diante do Criciúma, 1 a 1, o treinador anunciou sua saída do Brasiliense. Estava com viagem marcada para Recife, onde assumiu o Náutico na Série A do Brasileiro.

A diretoria do Brasiliense contratou Wanderley Paiva. O técnico, conforme levantamento do repórter Vidigal Barbosa, da Rádio Planalto de Brasília, comandou o time candango por 14 jogos. Venceu seis, empatou quatro e perdeu quatro jogos. Conquistou 52,4% dos pontos disputados.

No empate em casa, 1 a 1 com o Santo André, o treinador deixou o Brasiliense. A diretoria anunciou o técnico Givanildo de Oliveira, ele que havia subido quatro equipes dentro da Série B do brasileiro.

Antes de Givanildo estrear, o Brasiliense enfrentou o Gama, no clássico Verde Amarelo. Vitória do Jacaré brasiliense por 2 a 1. A equipe foi comandada por Adelson de Almeida, técnico dos juniores do clube. Foi a última vitória do time de Taguatinga, nesta Série B, dia 07 de setembro. São nove jogos e 54 dias, em jejum de vitórias.

Givanildo de Oliveira teve o pior desempenho de todos os técnicos que passaram no Serejão. Foram cinco jogos e cinco derrotas. Zero por cento de aproveitamento. Em seu lugar chegou Luiz Carlos Ferreira, trazendo em sua bagagem a fama de ser o Rei do Acesso.

Ferreirão estreou diante do CRB, no Serejão, empate em 1 a 1. Em seguida, mais dois empates, 0 a 0 com o Barueri e 2 a 2 com a Ponte Preta. Nesta terça-feira, em Salvador, a primeira derrota do time comandado por Luiz Carlos Ferreira, 1 a 0 para o Vitória. O treinador conquistou 25% dos pontos disputados.

Luiz Carlos Ferreira tem suas mãos, a responsabilidade de salvar o Brasiliense da queda para a série C do brasileiro. O clube está na 13ª posição, com 43 pontos ganhos. Precisa de seis pontos dos 15 que ainda tem por disputar, para manter-se na segundona nacional.

Dá tempo?!
Neste sábado, o Brasiliense enfrenta o Ituano, no estádio Serejão. No dia 10, enfrenta o Ceará, em Fortaleza. Dia 13, joga com o Santa Cruz. Dia 17, com a Portuguesa, ambas no Distrito Federal. Encerra sua participação, dia 24 de novembro, no ABC paulista, diante do São Caetano.