Timão vai à FPF e só ouve blá-blá-blá sobre estádio
São Paulo, SP, 17 (AFI) – Em meio a um turbilhão de denúncias de lavagem de dinheiro da diretoria e de seus parceiros da MSI, portanto num momento absolutamente equivocado e inconveniente, o Presidente em exercício do Corinthians (deve sair até o fim do mês), Claudemir Orsi, foi convocado na tarde desta segunda-feira, pela Federação Paulista de Futebol (FPF) para ouvir o que a entidade tinha a falar sobre a construção de um estádio. Não ouviu nada de concreto, como se esperava.
Primeiro, a FPF soltou uma bravata, afirmando que destronaria o Morumbi e construiria um novo estádio para a Copa do Mundo. Como a repercussão foi péssima, a FPF recuou e passou a chamar o projeto do Corinthians de “Plano B”.
Na verdade, o São Paulo já passou numa primeira vistoria da Fifa e teve confirmada, se realizar as reformas que apresentou aos comandados de Joseph Blater, sua indicação para sede da Copa do Mundo de 2014.
O desespero da FPF em fazer nesta segunda-feira uma reunião com bom quorum pôde ser sentido com o convite que seus funcionários faziam no Pacaembu durante o jogo Corinthians e Botafogo, no domingo. Eles iam de cabine em cabine no estádio e imploravam pela presença da imprensa.
Não adiantou. Pouca gente compareceu no edifício da FPF. E quem foi não ouviu nada de importante. Marco Pólo disse que não tem terreno, nem construtora, nem projeto. Somente acenou com um grupo português, que não quis revelar o nome e que “estaria” interessado em investir em estádio. O presidente não explicou a que pretexto viria este “investimento”.
Vagamente falou em um terreno que há mais de 50 anos a Prefeitura permite o uso pela colônia japonesa e serve de um estádio de basebol. Walter Feldman, Secretário de Esportes, já adiantou que considera muito difícil desalojar os descendentes de japoneses que utilizam o espaço e representam, uma das maiores colônias estrangeiras da cidade.
No ano que vem, a colônia japonesa comemorará 100 anos de imigração. Clodomil Orsi, o presidente interino do Corinthians, à saída da reunião pouca tinha a dizer:
“Viemos aqui ouvir, mas quem vai decidir sobre o estádio é o Conselho Deliberativo”.
Roque Citadini, que andava assanhado com o estádio da FPF e o defendia ardorosamente fez cara de sem graça no final da reunião. Não tinha “conteúdo” novo para suas repetitivas e monótonas declarações.
Mas foi um dos primeiros a chegar. Não se sabe quem assinou o ponto para ele na repartição pública em quem trabalha.





































































































































