Técnicos e jogadores falam sobre aposentadoria de Romário
Campinas, SP, 15 (AFI) – Diversos treinadores e ex-companheiros do baixinho Romário se manifestaram com relação à aposentadoria do ex-atacante, divulgada pelo jogador na noite da última segunda-feira. Confira o que eles têm a falar sobre o Baixinho:
Sebastião Lazaroni (ex-técnico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 90 e atual técnico do Marítimo, de Portugal) – “Romário foi um moleque travesso em campo. Quero dar os parabéns pela brilhante carreira, pelos gols, pelas conquistas nos clubes e na Seleção Brasileira. Ele marcou a artilharia do futebol mundial. Trabalhei com ele no início da carreira, no Vasco, e ele dizia que pararia aos 28 anos, pois não agüentaria concentrações e viagens. Era petulante e topetudo desde cedo. Brincava dizendo que Bob não jogava nada e que quem jogava era ele. Dizia referindo-se a Roberto Dinamite. Uma vez, numa rodinha em São Januário, antes do treino, perguntei a ele na frente de todos se era isso mesmo. Na hora, ele disse que Roberto era o melhor e era seu ídolo. O que Romário não gostava mesmo é de ser chamado de toddynho, apelido que ganhou dos companheiros.”
Paulo Autuori (Comandou Romário no Flamengo, em 98, e atualmente é técnico do Al-Rayyan, do Catar) – “Romário foi um dos grandes nomes do futebol mundial da sua geração e fez a alegria do povo. É uma pena para o esporte não contar com tantos jogadores de personalidade como a dele, que faz e fala. Queria desejar boa sorte no novo caminho que escolher para a sua vida e tenho certeza de que ele será vitorioso novamente. Trabalhamos juntos no Flamengo, em 98, e ele sempre foi tranqüilo”
Rene Weber (Ex-técnico da Seleção Brasileira sub-20 e trabalhou com Romário no Flamengo, em 98) – “Para o futebol é uma pena perder um jogador de tanta qualidade. Mas todo ciclo tem o seu tempo e, infelizmente, o dele chegou ao fim. Quando eu ainda jogava pelo Fluminense, nós nos enfrentamos algumas vezes em 86. Ele é mais novo do que eu apenas quatro anos e, nesse início, nem era marrento. Trabalhamos juntos no Flamengo, quando eu era auxiliar-técnico de Paulo Autuori e não tivemos nenhum problema com ele. Romário tinha voltado recentemente da Espanha e lembro até que contávamos também com Renato Gaúcho no nosso grupo”
Emerson (Companheiro de Romário na Seleção Brasileira e volante do Milan, da Itália) – “Imagino como deve ter sido difícil para Romário tomar essa decisão. Ainda mais depois de tudo o que ele fez pelo futebol, pelos clubes e pela Seleção Brasileira. Mas um dia isso acontecerá para todo mundo. Sei que ele vai traçar novos objetivos na sua vida e desejo muita sorte. Uma passagem que tivemos juntos e não foi muito legal foi aquele corte dele da Copa de 98. Ele se machucou e eu acabei sendo convocado para o seu lugar. Na época, eu não acreditava que isso poderia acontecer e, na verdade, digo, hoje em dia, que ele era muito importante para o grupo e desejava que as coisas não tivessem sido assim.”
Oswaldo de Oliveira (Trabalhou com Romário no Vasco, em 2000, e atualmente técnico do Kashima Antlers, do Japão) – “Romário é um dos poucos jogadores do mundo que foi decisivo para um país para conquistar a Copa do Mundo. Sempre tivemos uma relação de respeito, companheirismo e profissionalismo. Trabalhamos juntos no Vasco na conquista da Copa Mercosul e da Copa João Havelange. Aquela foi a melhor fase dele. Espero que continue tendo muita sorte e desejo tudo de bom.”
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