Técnico do Cruzeiro entra para história contra Tricolor
Belo Horizonte, SP, 18 (AFI) – A contratação do técnico Dorival Júnior, pelo Cruzeiro, em maio deste ano, a poucos dias da estréia do Campeonato Brasileiro, foi vista com desconfiança por grande parte da imprensa e da torcida. Mas em seu primeiro ano a frente do plantel, o treinador entrou para a história da Raposa em Campeonatos Brasileiros, ao superar as marcas de outros técnicos que passaram pelo clube.
Depois de um início difícil em que o time figurou na zona de rebaixamento por algumas rodadas, o Cruzeiro se reabilitou e, para a surpresa de muitos, passou a brigar pelo título. Dorival Júnior se manteve no cargo e pode se tornar o 15º técnico, dentre os 37 treinadores que dirigiram na competição nacional, a comandar o plantel do início ao fim do certame.
Uma tarefa que nomes consagrados não conseguiram como Filpo Nuñes (1970), Yustrich (1977), Didi (1982), Evaristo de Macedo (1991), Paulo Autuori (1997) e Paulo César Carpegiani (2001). Ilton Chaves é o líder dessa estatística ao dirigir o time, do início ao fim, nos campeonatos de 1972, 1973, 1974 e 1980. Seguem Levir Culpi (1996, 1998 e 1999), Orlando Fantoni (1967, 1971 e 1983), Niginho (1960 e 1961), Zezé Moreira (1975 e 1976) e Carlos Alberto Silva (1986 e 1993).
No próximo domingo, contra o São Paulo, no Morumbi, Dorival Junior completa 32 jogos e se torna o 3º técnico a comandar o maior número de partidas do Cruzeiro numa mesma edição do Campeonato Brasileiro. Junior alcançará as 32 partidas de Levir Culpi e de Paulo César Gusmão em 1998 e 2005, respectivamente. Impossível será bater a marca de 46 jogos de Vanderlei Luxemburgo em 2003 e de 40 jogos de Ilton Chaves em 1973, já que o total de jogos do atual certame nacional são 38.
O receio de que o atual treinador comandasse o Cruzeiro como um time pequeno, com um esquema defensivo para se manter no cargo, foi desfeito depois que o ataque tornou-se o mais ofensivo do Brasileiro com 66 gols marcados. É a segunda melhor marca da história do clube atrás, apenas, dos 102 gols do time de 2003. É a 5ª média da historia do clube em Brasileiros perdendo apenas para a “academia cruzeirense” de Airton Moreira (1966) com 3,1 gols por jogo. Na seqüência Oswaldo Brandão (1984) com 2,8 gols/jogo obtida em apenas 5 partidas; Ílton Chaves (1979) com 2,6 gols/jogo, quando uma sequência de goleadas levou aquele time a ser chamado de “Máquina Azul”; e Vanderlei Luxemburgo (2003) com 2,2 gols/jogo.
Dorival Júnior é o 3º treinador do clube com maior número de vitórias num mesmo Campeonato e, caso obtenha mais três, pode tornar-se o 2º alcançando as 19 vitórias de Ilton Chaves em 1973. O recorde pertence a Vanderlei Luxemburgo com 31 em 2003. Dorival também conquistou este ano a 2ª maior seqüência de vitórias da história do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro. Foram 6 consecutivas igualando a marca de Zé Duarte em 1978. Vanderlei Luxemburgo é o recordista ao obter duas séries de 8 vitórias em 2003.
Faltou a campanha de Dorival Junior em 2007 uma seqüência invicta maior. O máximo que o time sob o seu comando obteve foram 9 partidas. Um pouco distante da seqüência de 15 partidas sem derrotas de Jair Pereira em 1987. Outros treinadores conseguiram marcas maiores de Dorival, como Zezé Moreira (14 em 1975), Ilton Chaves e Zé Duarte (13 em 1973 e 1978, respectivamente), Carlos Alberto Silva, Luiz Felipe Scolari e Paulo César Gusmão (11 em 1988, 2000 e 2006). Curiosamente, Dorival levantou a mesma série que Vanderlei Luxemburgo obteve na inesquecível campanha do Cruzeiro em 2003.
Com a segunda colocação, atrás apenas do São Paulo, Dorival Junior também figura na seleta galeria de treinadores que deixaram o Cruzeiro no topo da tabela do Brasileirão. Perde apenas para Airton Moreira e Vanderlei Luxemburgo, campeões em 1966 e 2003, respectivamente, e se iguala a Ilton Chaves, Zezé Moreira e Levir Culpi, vice-campeões em 1974, 1975 e 1998. Fica, inclusive, a frente de nomes consagrados, como Ênio Andrade e Luiz Felipe Scolari, que foram 3º colocados em 1989 e 2000.
Números negativos só mesmo os relativos a defesa com 49 gols sofridos. A segunda pior marca da história do clube e que só perde para os 60 gols sofridos em 2005, quando o time foi comandado por Paulo César Gusmão. A média de 1,5 gols sofrido/jogo é a 10ª pior e é superada pelas médias de Marco Aurélio (5 em 2002), em apenas uma partida; Yustrich (4 em 1982) em apenas um jogo; Didi (3 em 1982) em apenas um jogo; Ruy Guimarães (2,3 em 1988); Marco Aurélio, Ílton Chaves e Pedro Pires de Toeldo (2 em 2004, 1984 e 1979, respectivamente); Aymore Moreira (1,9 em 1977); Paulo César Gusmão (1,8 em 2005); Marco Aurélio e Ney Franco (1,7 em 2001 e 2004, respectivamente); e Levir Culpi (1,6 em 1999).





































































































































