Tarcísio Pugliese fala grosso após a vitória bugrina

Treinador cobra mais equilíbrio da mídia e torcedores

Calma professor Tarcísio Pugliese! Não precisava extravasar daquela forma ao final da partida em que o seu Guarani ganhou do Macaé por 1 a 0 neste sábado, em entrevista coletiva às emissoras de rádio de Campinas.

Tarcísio, treinador do Guarani, cobrou dos torcedores e profissionais da mídia mais equilíbrio. “Não podemos achar que está tudo mal nas derrotas e tudo bem nas vitórias. Sabemos que precisamos evoluir e estamos trabalhando para isso”.

O treinador cobrou consciência para que todos entendam a difícil realidade financeira do Guarani, um clube preocupado com a reconstrução em todos os aspectos. “Precisam entender a dedicação dos dirigentes, dos atletas e da comissão técnica para que possamos viver uma outra realidade. O nosso momento é este e temos que enfrentá-lo”, acrescentou.

CARAPUÇA

De minha parte não há carapuça pra se vestir, até porque só assisti à partida contra o Caxias, naquele empate do Guarani sem gols no sul do país, e deixei claro que não gostei daquilo que vi.

Na ocasião, o time praticou excesso de faltas, e atribui aquilo a falha de treinamentos. Time que comete excesso de faltas é que está chegando atrasado nas jogadas, está sem o devido tempo de bola.

Afora isso, naquela ocasião reconheci a incrível voluntariedade dos jogadores, se desdobrando em campo, mas ficou claro a pouca qualidade.

Depois, sem acompanhar os dois jogos subsequentes, abri espaço nesta tribuna para que os bugrinos opinassem na partida contra o Grêmio Barueri e transferi o comentário da vitória em Macaé aos companheiros da Rádio 101FM local, conforme postagem acima.

Não vesti a carapuça, mas está claro que o treinador bugrino não precisava falar grosso.

Reconheço que você tem razão em uma observação, Tarcísio: a mídia em geral direciona comentários de acordo com as circunstâncias. Se o time ganha, os olhares são para um vencedor, e aí muita coisa errada fica acobertada. Se perde, entregam as ‘presas’ aos leões, quando circunstâncias diversas podem determinar a derrota e precisam ser bem avaliadas, até porque nem todos devem ser colocados no mesmo balaio.