Sul-Americana: Torcida do Lanús deixa a camisa em casa na véspera de decisão

Parte da cidade de Lapús, perto de Buenos Aires, até desconhecia a decisão da Sul-Americana

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ARIOVALDO IZAC
Enviado Especial

Buenos Aires, ARG, 11 (AFI) – De certo até a administração municipal de Lanús se encheu de comparações como se ali fosse quintal de Buenos Aires. Por isso reforçou o marketing de cidade autônoma com propagações em coberturas de pontos de ônibus.

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Lanús beira ou até tenha ultrapassado 500 mil habitantes, seus corredores centrais apresentam o mesmo dilema de trânsitos nervosos de cidades desenvolvidas, e durante os jogos em casa a sua barulhenta torcida é o combustível ideal para motivar qualquer jogador. Tais quais os paradoxos do futebol, a torcida do Lanús é silenciosa e sequer mostra vestígio de aqui, horas que antecedem uma disputa de título de clubes da América do Sul.

No calçadão, a diferença básica para o Convívio da 13 de Março, em Campinas, é porque camelôs invadem a calçada defrontes lojas, e a reportagem não flagrou um torcedor sequer com a camisa do Lanús. Em cerca de meia dúzia de mini enquetes para se saber se dá Ponte ou Lanús nesta final, as respostas foram desanimadoras para o futebol.

“A é, Lanús joga amanhã?, cita um desinformado.

“Ponte Preta, quem é Ponte Preta?”, é o total desconhecimento do centenário clube campineiro.

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“O campo do Lanús eu sei onde fica, mas me interesso apenas por Yoga”, complementou o outro.

Até o menino Damian Ariel, que orgulhosamente se veste com o amarelo do Boca Juniors e se diz ser morador de Lanús, desconhecia a decisão do campeonato.

Fosse aquela brincadeira de criança onde se dizia está frente ou está frio visando se aproximar do objeto procurado, poderia se dizer que ‘está quente’ apenas pessoas bem próximas do Estádio La Fortaleza, como um grupo de alunos da EE Cel de Marina Luis Piedrabuena, que entoaram o coro ‘Lanús, Lanús’ quando o assunto futebol veio à baila.