Sul-Americana: Os guerreiros da Ponte Preta são vice-campeões com muito orgulho

Torcida pode dizer agora que é o primeiro time do Interior do Brasil a disputar um título internacional

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Campinas, SP, 12 (AFI) – A escolha da diretoria por disputar seu primeiro torneio internacional foi muito polêmica. Mas, certamente, estava escrito na história desta gigante Ponte Preta, que se orgulha de ser o clube de futebol mais velho do Brasil. São 113 anos de existência e nenhum título, mas dona de uma torcida, sofrida, persistente e fiel.

O sonho de levantar a Copa Sul-Americana acabou, mas serve como lição para o clube manter a sua luta diária impulsionada por seu torcedor. E dias melhores virão, como acontece na vida. As lições aprendidas nesta temporada devem ser aproveitadas na próxima. E assim é a vida, uma constante busca do melhor.

0002048139096 imgRodrigo Villalba

Desconfiada após descartar a Copa do Brasil, a Ponte iniciou a sua campanha vitoriosa diante do Criciúma. Venceu lá, por 2 a 1 e empatou em casa por zero a zero. Nas oitavas, passou, no Majestoso, pelo Deportivo Pasto, da Colômbia, por 2 a 0, e depois se garantiu mesmo com a derrota, por 1 a 0.

O caminho se abria. Nas quartas-de-final sofreu para suportar o zero a zero, em Campinas, com o famoso Vélez Sarsfield, da Argentina. Mas venceu lá em Buenos Aires, por 2 a 0, numa exibição épica.

REVÉS VIRA MOTIVAÇÃO
Depois sofreu tropeços nos bastidores com o São Paulo, que não aceitou jogar no Estádio Moisés Lucarelli. Provocou a ira dos pontepretanos. Primeiro dos jogadores, que foram ao Morumbi e venceram, categoricamente, o São Paulo por 3 a 1. Segundo da torcida, que invadiu Mogi Mirim com mais de 12 mil pessoas. Lá empatou por 1 a 1 e festejou muito sua ida à primeira decisão internacional.

No Pacaembu, outra façanha: contou com o apoio de quase 30 mil torcedores, na maior caravana da história do clube. Um novo recorde superado. O empate por 1 a 1 com o Lanús, foi suada, mas justa, renovando a esperança de que o título inédito fosse conquistado na Argentina.

Tanto que arrastou quatro mil fanáticos pontepretanos até a “terra dos hermanos” e mobilizou toda uma coletividade em Campinas e encheu de orgulho torcedores espalhados por todo o Brasil e por vários pontos do Mundo.

Longe de grandes nomes que passaram no passado como o inigualável Bruninho, que atuou em todas as posições, ou o meia Dicá, não por acaso chamado de “Mestre”. Ele vestiu o manto sagrado da Macaca por três décadas e até hoje é o maior goleador da história com 154 gols.

No final, a Torcida da Ponte Preta deve se considerar campeã e festejar, com orgulho, o vice-título da Macaca na Sul-Americana. Seus jogadores foram guerreiros, comandados por um grande líder: o técnico Jorginho Campos.

Confira abaixo:

1 – Roberto (GOLEIRO)
2 – Artur (LATERAL-DIREITO)
3 – César (ZAGUEIRO)
4 – Diego Sacoman (ZAGUEIRO)
5 – Baraka (VOLANTE)
6 – Uendel (LATERAL-ESQUERDO)
7 – Rildo (ATACANTE)
8 – Fernando Bob (VOLANTE)
9 – William (ATACANTE)
10 – Elias (MEIA)
11 – Chiquinho (MEIA)
12 – Daniel (GOLEIRO)
13 – Régis (LATERAL-DIREITO)
14 – Advíncula (LATERAL-DIREITO)
15 – Rodrigo Biro (LATERAL-ESQUERDO)
16 – Ferron (ZAGUEIRO)
17 – Betão (ZAGUEIRO)
18 – Alef (VOLANTE)
19 – Rafael Silva (ZAGUEIRO)
20 – Magal (VOLANTE)
21 – Ferrugem (VOLANTE)
22 – Fellipe Bastos (VOLANTE)
23 – Rafinha (MEIA)
24 – Edson Bastos (GOLEIRO)
25 – Adrianinho (MEIA)
26 – Brian Sarmiento (MEIA)
27 – Dennis (ATACANTE)
28 – Rafael Ratão (ATACANTE)
29 – Leonardo (ATACANTE)
30 – Giovanni (ATACANTE)