SUÍÇA: A “pedra no sapato” do Brasil honrará o posto de cabeça de chave?

Os Helvéticos carimbaram a faixa de campeão da Copa das Confederações da Seleção Brasileira

Os Helvéticos carimbaram a faixa de campeão da Copa das Confederações da Seleção Brasileira

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Porto Seguro, BA, 11 (AFI) – O Ranking da FIFA nunca foi unanimidade entres os entendidos por futebol. Nesta Copa, a dúvida cresceu ainda mais. Antes do sorteio para o Mundial, a Seleção Brasileira, pentacampeã Mundial tinha chances de não ser cabeça de chave caso não fosse país-sede, e grandes nomes como Holanda, Inglaterra, Itália perderam o posto para Colômbia, Bélgica e Suíça, seleções que não tem tanta expressão quando se trata de Copa do Mundo, mas sonham em mostrar suas forças no país do futebol.

A impressionante marca de sexta colocação no ranking da FIFA, mesmo sem ter conquistado um título de expressão nos últimos anos, deixou a Suíça em boas condições de ao menos passar para as oitavas de final na Copa do Mundo, já que dificilmente encontraria na fase de grupos um dos concorrentes ao título, porém, a sorte dos Helvéticos não durou para sempre. A França está no caminho, mas desfalcada com a ausência do craque Ribery. Na briga pelo segundo lugar do Grupo E, tem Equador e Honduras, equipes com menos expressão e com poucas chances de surpreender.

0002050001586 imgA frente dessa equipe está um dos técnicos mais campeões do futebol alemão, Ottmar Hitzfeld, vencedor de sete Bundesligas e duas Ligas dos Campeões da Europa. Marcou história no Bayern de Munique e no rival Borussia Dortmund. A Copa do Mundo será o último trabalho do treinador que irá se aposentar após o Mundial. O título pode encerrar seu ciclo com chave de ouro, mas chegar a uma honrada semifinal já seria muito comemorado, e deixaria para trás a queda precoce, ainda na primeira fase, na Copa passada.

Desde que assumiu a Suíça, após a demissão do bósnio Vladimir Petkovic, Ottmar Hitzfeld vem realizando um incrível trabalho, tanto é que liderou as últimas duas Eliminatórias Europeias. Na passada, que a qualificou para o Mundial, foi arrasadora. Terminou invicta, com sete vitóriase três empates, balançou as redes em 17 oportunidades e sofreu apenas seis. Teve como adversários: Islândia, Noruega e Eslovênia.

HISTÓRIA
0002050001589 imgPresente nas últimas duas Copas, a Suíça ficou conhecida como um verdadeiro ferrolho, principalmente em 2006, quando sua defesa era instransponível. Os Helvéticos não sofreram nenhum gol, no tempo normal, superaram a França na fase de grupos, mas perderam nas oitavas de final, nos pênaltis, para a Ucrânia, de Shevchenko. Na ocasião, um problema já era evidente. A falta de pontaria dos atacantes. Mesmo com uma grande campanha, marcaram em apenas quatro oportunidades.

Quatro anos depois, na África do Sul, não tiveram a mesma sorte e organização. Após boa participação nas Eliminatórias, a Suíça chegou ao Mundial confiante, bateu, na primeira rodada, ninguém menos do que a seleção que seria a campeã do Mundo posteriormente, a Espanha por 1 a 0, mas perdeu a vaga com a derrota para o Chile e empate diante da fraca Honduras.

Neste ano, a confiança é ainda maior por ser a cabeça de chave e por ter feito novamente uma Eliminatória impecável, além de ter carimbado o título da Copa das Confederações da Seleção Brasileira ao vencer por 1 a 0, no primeiro amistoso do Brasil após o término do torneio. O gol, porém, foi marcado por Daniel Alves. O lateral jogou contra as próprias redes, mas mais uma vez a defesa não apresentou falhas.

A boa fase aumentou as esperanças de superar um sexto lugar, melhor colocação da equipe em Mundiais, fato que aconteceu na Copa de 1950, em terras canarinhas, que os motivam ainda mais em quebrar a marca. Nos últimos amistosos, porém, a seleção caiu de produção, o que liga um sinal de alerta, já que perdeu para Coréia do Sul e empatou em casa com a Croácia.

A seleção suíça já atuou em 29 partidas em Copas do Mundo. Venceu nove, empatou seis e sofreu 14 derrotas. Marcou 38 gols e sofreu 52. Nos confrontos em Mundiais, empatou com França e Honduras, porém, nunca enfrentou o Equador, seu primeiro adversário.

FICHA TÉCNICA

Associação Suíça de Futebol , Suiça (Switzerland)

0002050001592 imgO craque: Xherdan Shaqiri, 22 anos, é o grande diferencial da Suíça para a Copa do Mundo. Apesar de novo, o jogador tem muita habilidade e sabe liderar um grupo. No Bayern de Munique perdeu espaço com a chegada de Guardiola, mas ainda é muito importante na seleção. Velocista, o meia é muito bom com a bola nos pés e tem um grande arremate, principalmente em chutes de longa distância

Olho Nele: Gokhan Inler, 29, anos, volante e titular absoluto da Nápoli, que fez uma grande temporada 2013/2014. O jogador é considerado o braço direito do técnico Ottmar Hitzfeld e pode dar uma mescla de experiência a equipe. Ambidestro, o jogador tem características mais defensivas, mas sabe sair para o jogo. Arrisca bem de longe, uma de suas marcas registradas.

Ranking da FIFA: 6°
Melhor colocação em copas: 6º (1950)
Copas disputadas: 9
Colocação no último mundial: 19°
CT: Estádio Municipal de Porto Seguro, em Porto Seguro, Bahia.
Palpite: Pode surpreender.

Time base: Diego Benaglio; Stephan Lichtsteiner, Johan Djourou, Von Bergen e Ricardo Rodriguez; Valon Behrami, Gokhan Inler, Granit Xhaka, Shaqiri e Tranquillo Barnetta; Josip Drmic. Técnico: Ottmar Hitzfeld.

OS 23 CONVOCADOS:

Goleiros: Diego Benaglio (Wolfsburg), Roman Buerki (Grasshopper) e Yann Sommer (Basel).

Defensores: Johan Djourou (Hamburgo), Michael Lang (Grasshopper), Stephan Lichtsteiner (Juventus), Ricardo Rodriguez (Wolfsburg), Fabian Schaer (Basel), Philippe Senderos (Valencia), Steve von Bergen (Young Boys) e Reto Ziegler (Sassuolo).

Meio-campistas: Tranquillo Barnetta (Eintracht Frankfurt), Valon Behrami (Napoli), Blerim Dzemaili (Napoli), Gelson Fernandes (Freiburg), Mario Gavranovic (FC Zurich), Gökhan Inler (Napoli) e Admir Mehmedi (Freiburg), Shaqiri (Bayern de Munique).

Atacantes: Haris Seferovic (Real Sociedad), Josip Drmic (Nuremberg), Valentin Stocker (Basel) e Granit Xhaka (Borussia Mönchengladbach).

O País
Nome oficial: Confederação Suíça
Capital: Berna
População: 8,1 milhões
PIB: US$ 385,3 bilhões
Língua oficial: Grego
Moeda: Franco Suíço