Sub-20: Diretor do Paulista confiante no Brasileiro

Jundiaí, SP, 03 (AFI) – Marcos Biasoto fez um grande trabalho dirigindo as categorias de base do Paulista. Contratado pela Lousano em meados da década de 90 e mantido pela Parmalat nos anos 2000, Biasoto, que foi jogador do Galo, ajudou a revelar jogadores como Tiago, Marcinho, Artur e Nenê. O trabalho do coordenador chamou a atenção de outros clubes e ele foi trabalhar no Atlético-PR.

Agora com a chegada do Campus Pelé, ele voltou ao Paulista. Nesta entrevista, ao jornalista MARCEL CAPRETZ, Biasoto se mostra empolgado com a oportunidade da equipe jundiaiense disputar o Campeonato Brasileiro Sub-20. Ele ainda fala sobre as mudanças que está implantando no departamento amador do Galo.

MARCEL CAPRETZ: Como está sendo o seu retorno às categorias de base do Paulista?
Biasoto:
Está sendo bastante interessante. Tenho praticamente a mesma estrutura que eu tinha na época da Lousano e da Parmalat e isso me dá boas perspectivas.

MC: O que está mudando na prática com o Campus Pelé?
Biasoto:
Não posso falar do que era antes porque eu não estava aqui. Mas quando eu cheguei havia apenas 13 jogadores com idade júnior. Pouco a pouco fomos trazendo bons jogadores e agora temos uma equipe.

MC: Como está sendo o seu retorno às categorias de base do Paulista? De onde vieram esses novos jogadores?
Biasoto:
Dos olheiros e dos contatos que temos.

MC: Explique mais sobre essas pessoas que desenvolvem a garimpagem de novos talentos para o Paulista.
Biasoto:
Temos dois observadores remunerados e 24 escolinhas credenciadas que por contrato nos cedem jogadores. Além disso, temos 100 olheiros espalhados pelo Brasil.

MC: Esses olheiros são remunerados?
Biasoto:
Não. Eles ganham de 10 a 15% caso os jogadores indicados dêem certo e sejam vendidos.

MC: No começo do ano a diretoria do Paulista determinou que o empresário Nenê Cardoso estaria terminantemente proibido de trabalhar na base do clube. Isso aconteceu?
Biasoto:
Sobre essa questão eu não falo. Isso é assunto da diretoria.

MC: Fale, então, da relação que você como coordenador das categorias de base do clube estabeleceu com os empresários.
Biasoto:
Acredito que assim como em qualquer área há empresários bons e há ruins. Só trabalham conosco pessoas de bem. Temos que manter um bom convívio.

MC: Como se faz uma boa estrutura na base?
Biasoto:
São vários fatores que contribuem para um trabalho dar certo. Temos que pagar todos os profissionais em dia, ter profissionais capacitados para lidar com os garotos. Ter boa alimentação. É um trabalho casado. Tudo tem que estar em sintonia.

MC: Na base o que é mais importante: conquistar títulos ou revelar jogadores?
Biasoto: As duas coisas. Uma coisa complementa a outra. Revelar bons jogadores sempre é a meta. E se contamos com bons jogadores, vêm os títulos. É sempre bom vencer. E na base isso é bom, pois o garoto já cresce com o espírito vencedor.