Sonho ou promessa?

Na última quarta-feira, a imprensa participou de uma coletiva organizada pela secretária de esportes de Osasco para mostrar o projeto Poliesportivo, utilizando uma área ociosa onde se encontra o Elzo Pitéri no bairro da Vila Yolanda.Segundo o secretário Cláudio Chapecó o prefeito anda meio incomodado em saber que a cidade que governa pela segunda vez, fica sempre a desejar quando o assunto é esporte.

A cidade de Osasco não tem praças esportivas que atendem as exigências das federações. Há mais de dez anos existe uma parceria com o vôlei que recebe o apoio da prefeitura e recursos financeiros da iniciativa privada que investe muito dinheiro para levar o nome da cidade para todos os cantos do país e no mesmo período duas agremiações de futebol profissional vem ao longo dos anos carregando em suas camisas o nome da cidade, mas sem um apoio digno da prefeitura e muito menos patrocínio e mesmo assim os clubes sobrevivem como podem.

O tão grandioso sonho tem uma estimativa de custos que gira em torno de R$ 150 milhões e se dividirmos por modalidade o projeto gastaria com o futebol profissional a cifra de 80 milhões, para construir um estádio inicialmente para 20 mil pessoas podendo ser ampliado no futuro para 38 mil, isso porque o prefeito sonha com a Copa de 2014 e a cidade precisa chamar a atenção da Fifa! Quanta pretensão.

O estádio municipal Prof. José Liberati, o Rochdalão, é utilizado hoje para os mandos de jogos do legítimo Tricolor, o Osasco Futebol Clube e do novato Grêmio Osasco, que este ano disputa a Série A3 e apesar da reforma que o estádio recebeu no ano de 2008, ainda não atende as necessidades de um Campeonato Paulista de Futebol e não precisa ser arquiteto e nem engenheiro pra dizer que com menos milhões, deixaríamos o Rochdalão pronto em pouco tempo e com cara de estádio, não para exibir a Fifa e sim atender em primeiro lugar as exigências da Federação Paulista de Futebol.

Acorda minha gente.

A promessa é de reunir várias modalidades esportivas e muito lazer em um único lugar para toda comunidade osasquense e a cidade espera realizar tudo isso em 24 meses, após viabilizar as parcerias com a iniciativa privada.