Sócios do Guarani adiam votação de impeachment do presidente Ricardo Moisés
Associados argumentaram que o momento é de preservar o time que luta contra o rebaixamento na Série B
Conselheiros argumentaram que o momento é de preservar o time que luta contra o rebaixamento na Série B
Campinas, SP, 23 (AFI) – A Assembleia Geral Extraordinária, que reuniu os sócios do Guarani, adiou nesta segunda-feira à noite para 2 de dezembro a votação de impeachment do presidente Ricardo Miguel Moisés e dos demais membros do Conselho de Administração (CA), formado por Euripedes Assis, Marcos Lena, Gilberto Moreno e Carlos Queiroz.
A maioria dos associados (111) argumentou que esta foi uma ‘medida paliativa’ que ajudaria a não atrapalhar o clube na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. O Guarani luta contra o rebaixamento.
Outros 35 sócios, porém, votaram para que o processo de impeachment seguisse nesta noite. A mesa foi comandada pelo advogado Vicente Paulo Souza, enquanto Antônio Carlos Romero secretariou a assembleia.
PALMERON SAIU NA PRESSÃO
Somente a Assembleia Geral de Sócios tem o poder de impeachment. A medida já tinha sido aprovada pelo Conselho Deliberativo em sua última reunião.
Na ocasião, inclusive, a medida antecipou a saída do presidente Palmeron Mendes Filho, que inicialmente só deixou a presidência. Mas, pressionado por conselheiros e torcedores, pediu seu desligamento também do CA.
O cartola, deixou o clube alegando problemas de saúde. O que não deixa de ter um fundo de verdade, uma vez que enfrenta um câncer há alguns anos. Mas, até então, estava firme e forte ‘abraçado’ ao poder.
CONSTRANGIDO ?
O atual presidente do CA, Ricardo Moisés, afirmou que se sente constrangido em ter que trabalhar sabendo que haverá uma assembleia daqui pouco mais de 60 dias.
A ideia dele era dar uma ‘pedalada’ e enterrar de vez a análise dos conselheiros e dos associados do clube sobre a atuação e as irregularidades cometidas por seus dirigentes. Mas ele acabou sofrendo uma grande derrota democrática dentro do estatuto que rege o clube.
Ricardo Moisés, anteriormente em entrevista à Rádio Central, de Campinas, afirmou que tinha segurança de que não sofreria impeachment, assim como os membros do CA. Se tivesse a votação, no entanto, a chance de impeachment era grande, uma vez que a oposição estava em maioria.

Em campo…
Com o impeachment adiado, todos do Guarani voltam os olhares para dentro de campo. E o Bugre deu a volta por cima no 2º turno. Tanto é verdade que o clube de Campinas ostenta a 3ª melhor campanha do returno.
A vitória sobre o Paraná, por 1 a 0. ainda tirou o time do técnico Thiago Carpini da zona de rebaixamento da Série B. O time estava há mais de quatro meses nesta incômoda situação, mais exatamente, desde a quinta rodada.
O Guarani ocupa a 15ª colocação com 25 pontos, um a mais do que a zona do descenso. Em busca da terceira vitória consecutiva, o Bugre fará um confronto direto ante o vice-lanterna Criciúma na terça-feira, às 19h15, novamente no Brinco de Ouro, pela 24ª rodada.





































































































































