Sócio: torcedor ou sofredor?
Clubes como o Rio Branco de Americana e o União Agrícola Barbarense que, além do futebol profissional, têm áreas sociais e recreativas, já viveram as situações que resumidamente vamos analisar nesta coluna. O objetivo é chamar a atenção dos dirigentes para uma questão muito importante e que tem passado batida.
Houve uma época que parte dos recursos captados no setor social eram destinados à manutenção do futebol. Depois, aconteceu uma inversão. O futebol profissional, mais rentável, passou a subsidiar o social. Hoje em dia, ambos convivem com sérias dificuldades financeiras.
Contudo, seja com o setor social ajudando o futebol ou seja com o futebol ajudando o social, um sujeito quase sempre foi ignorado pela enorme maioria dos dirigentes: o sócio. Ele paga um valor todos os meses e, na hora de assistir uma partida de futebol no estádio, é tratado como um torcedor comum. Tem de pegar filas nas bilheterias e nos portões, comprar ingresso e enfrentar chuva e sol, praticamente sem conforto algum.
O sócio que também é torcedor não pode ser tratado como sócio-sofredor. Ele precisa ter um lugar diferenciado no estádio, facilidades para adquirir ingresso e para entrar. É o mínimo que se deve fazer por ele. O sócio que vai ao estádio é um torcedor especial. Vamos mais além: o sócio não deveria pagar ingresso pois, todo mês, tendo ou não tendo jogo, ele paga a taxa de manutenção. Ou os estatutos fazem distinção entre o setor social e o futebol profissional?
Conheço muita gente que é associado à um clube por causa do futebol. Por que não desenvolver um trabalho sério e competente para aumentar esse grupo?!? Piscinas existem em muitas casas, chácaras e clubes de categorias trabalhistas; bailes e brincadeiras dançantes são realizados por toda parte; truco pode ser jogado até nas mesinhas da praça; bares e lanchonetes são encontrados em cada esquina… Mas uma partida de futebol profissional só no estádio.
E é exatamente no estádio que o sócio que também é torcedor não tem nenhum tratamento que justifique o fato de ele pagar mensalidade até nos períodos em que o clube não está disputando nada. É um paradoxo e um equívoco que acabam afastando sócios em potencial.
Como escrevemos no início, o objetivo dessa análise, muito mais do que uma crítica – mesmo entendendo ser ela justa – é fazer um alerta e recomendar que os dirigentes pensem mais e melhor no sócio. Sugiro que acessem os sites dos campineiros Guarani (www.guaranifc.com.br) e Ponte Preta (www.pontepretaesportes.com.br) e do gaúcho Internacional (www.internacional.com.br) para entender como funcionam os projetos de sócio-torcedor desses clubes.
O Inter, por exemplo, alcançou tal sucesso nesse empreendimento que teve de interromper por algum tempo a aceitação de novos sócios-torcedores, pois eles já estavam superando a capacidade de público do seu estádio. Por isso, mãos à obra! Façam como os japoneses: copiem e melhorem o que já é bom.
Ou é isso, ou vai chegar um tempo em que ninguém vai mais agüentar as infindáveis lamentações sobre as dificuldades financeiras, o acúmulo de dívidas e as incertezas das parcerias.
Mural da Bola
O grupo do União na Copa Federação parece ser bem indigesto. Dos seis adversários, quatro disputaram a 1ª divisão e dois participaram da 2ª divisão neste ano.
Devido aos critérios técnicos estabelecidos pela FPF, dois clubes da nossa região ficarão de fora da Copa Federação: Ponte Preta e Rio Branco. O Tigre, inclusive, só voltará a jogar em 2008, quando disputará a 2ª divisão do Campeonato Paulista depois de 17 temporadas na elite.
01/02
“Tenho Dito”
“É com muito orgulho que digo que sou de Americana. Nasci em Piracicaba, morei sete anos em Santa Bárbara d’Oeste e resido há 25 anos aqui.” José Henrique de Carvalho, árbitro que atuou ontem na decisão do Campeonato Paulista de Futebol entre Santos e São Caetano, no caderno de Esportes do TODODIA de sexta-feira, logo após saber que trabalharia nesse jogo.
Troféu Apagão
Para o Noroeste que perdeu em casa o título de campeão estadual do interior sendo derrotado pelo Guaratinguetá. O título em si não vale nada. O que doeu mais para os bauruenses foi ver escapar pela janela o prêmio de R$ 200 mil oferecido pela Federação Paulista de Futebol.
Troféu Gol de Placa
Para os torcedores do XV de Piracicaba que comparecem sempre em grande número ao estádio para incentivar a equipe no Campeonato Paulista de Futebol da Série A-3. O time pode estar na 3ª divisão, mas a torcida sempre foi de primeira.





































































































































