Só faltava isso: ladrões levam pagamento no Guarani

Campinas, SP, 8 (AFI) – Dois assaltantes resolveram colocar um pouco mais de dificuldade na crise financeira do Guarani. Nesta quinta-feira à tarde, no momento em que seriam pagos aos jogadores do time da Copa FPF os salários de novembro e dezembro, além de 13.º salário, eles roubaram R$ 41 mil. Onde estava a vigilância do Brinco de Ouro? Nenhum diretor se manifestou à respeito.

O fato, porém, causou estranheza, inclusive de Ricardo Montalvão, gerente da WMS Sports, que fazia o pagamento.

“Vim de São Paulo até Campinas e não tive qualquer problema. A partir do momento que entrei no Brinco de Ouro, a vigilâncvia era do próprio Guarani. Só estranho como estes marginais entraram facilmente nas dependências do clube. Até parece coisa encomendada”, explica Ricardo Montalvão, esclarecendo que se o assalto tivesse ocorrido fora do Brinco de Ouro, os investidores da equipe bugrina fariam um novo pagamento.

“É lógico que não vamos repetir o pagamento. Houve uma falha gritante da administração do Guarani. Agora a responsabilidade do pagamento é do clube”, concluiu.

Segundo especialistas, este assalto seria típico de alguém de dentro que passou todas as coordenadas (“deu a fita”) para o assalto. E poderia ser alguém do serviço de segurança ou até mesmo algum funcionário, mesmo porque todos estão com dois meses de salários atrasados.

Como tudo aconteceu…
O dinheiro tinha sido disponibilizado pela empresas patrocinadoras arrumadas pelo ex-técnico Michael Robin, responsável pelo time dentro da Copa Federação Paulista de Futebol. Os jogadores se assustaram, mas ninguém se machucou apesar de um dos larápios ter mostrado uma arma para amedrontar a todos.

As informações ainda não imprecisas, mas há até alguns detalhes que identificam os ladrões. A ação foi rápida, durando menos de três minutos. Um dos ladrões entrou no Brinco de Ouro com uma motocicleta modelo Honda – CG, 125 cilindradas, de cor vermelha. Ele tinha capacete. Ao mesmo tempo, outro ladrão, baixinho e gordinho, seguiu a pé até o alojamento dos profissionais, para tanto, ambos subiram um lance de escada e anunciaram o assalto.

O pagamento era feito por Ricardo Montalvão, um funcionário da empresa WMS Sports, que acabou indo até o 10.º Distrito Policial para registrar o ocorrido. Apenas um jogador conseguir receber o pagamento: o lateral-esquerdo Alan. Os demais, que estavam na fila, ficaram a ver navios.