Situação dos grandes paulistas: Tá bom, mas está ruim
A roda do futebol não pode parar e a busca de novas receitas é grande. Só que do outro lado não há equilíbrio entre receitas e despesas
A roda do futebol não pode parar e a busca de novas receitas é grande. Só que do outro lado da coluna não há equilíbrio entre receitas e despesas
A roda do futebol não pode parar e a busca de novas receitas é grande. Só que do outro lado da coluna não há equilíbrio entre receitas e despesas. Outro dia, um bancão que inclusive administra as finanças de Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, que também fez um FIDIC – fundo de Investimentos e de Direitos Creditórios – o que equacionou o passivo do clube – publicou um estudo da situação financeira dos clubes.
No relatório é mostrado que os clubes em 2015 aumentaram o faturamento, mesmo com a crise, mas as despesas cresceram fortemente. Esse levantamento é feito com base nos balanços. Só que nesses balanços não entram todos os débitos. Por exemplo: fizeram provisionamento para os valores de amortização do PROFUT ? Parece que não. Claro que no começo do pagamento das
dívidas ao governo, o pessoal pegou uma moleza nos cinco primeiros anos. Depois é que a coisa -a conta – fica pesada, quase impagável.
Claro que cada analista tem a sua ótica. É aquela história de quem olha um copo d’água. Para alguns, dependendo do olho de cada pessoa o copo, mesmo pela metade, pode parecer mais cheio, dependendo do ângulo de visão. Só que os números refletem a realidade e não dá para maquiá-la.
Em relação aos clubes de São Paulo, não se pode ainda fazer uma previsão futura porque os balanços ainda não saíram. Mas dá para se fazer uma análise e projetar o futuro. Vamos lá:
1. Corinthians: seu balanço ainda não saiu, mas fala-se que o déficit vai bater na casa de 50 milhões. Claro que aí não entra o pagamento do financiamento do Itaquerão, e o Corinthians tenta uma prorrogação do prazo da carência, o que aliviaria a geração de caixa, pois todas as rendas dos jogos descontadas as despesas, vai para uma conta em favor do fundo imobiliário, responsável pela quitação anual de 5 milhões junto à Caixa e BNDES. Os problemas não são poucos, porque o naming rights está atrasado. Mesmo que o contrato já estivesse fechado, perdeu-se uma receita substancial de mais de um ano.
O contrato de televisão ainda não está fechado. No ano passado, numa reunião entre diretores e conselheiros, disse-se que a televisão cortaria o contrato em 25%. Parece que isso aconteceu. Outro fator é que a Caixa cancelou o contrato da camisa. O Corinthians queria 40 milhões. Não deu certo. Agora, o clube quer reabrir as negociações com o patrocinador. Aceita o valor anterior. Claro que tudo isso pode ser resolvido de uma hora para outra. Se não, moratória à vista.

2. O São Paulo está com os direitos de imagem atrasados. Não será isso, além da ruindade do time, que causa essa irregularidade ? Só se o técnico Bauza tocar bandoneon e cantar um tango porque a coisa está feia, muito feia.
O soberano São Paulo, como dizia Juvenal Juveêncio, virou um armazém de pancadas e sua inadimplência faz a festa dos adversários, que querem vê-lo cada vez pior, futebolisticamente e financeiramente.
3. Por fim, o Palmeiras. O ajuste fiscal e financeiro que fizeram- o clube não assinou o PROFUT – aliviou a situação, mas é bom dar uma passada de olhos no balanço. A gastança parece que não parou. Na última reunião do COF, Paulo Nobre disse que vai, além da previsão, gastar mais 9,8 milhões em reforços. Ora, compraram tanta gente nos últimos tempos e ainda querem mais ? Se fizerem um balanço, Nobre contratou três ou quatro dezenas de jogadores, alguns verdadeiros pernas de pau.
É bom não esquecer que existem contas fora do balanço pelas quais o clube tem que responder. Duas delas: o processo da contratação de Wesley vai custar aproximadamente 40 milhões. Fora do futebol, o Palmeiras tem o contencioso da Arena. Uma cervejaria pede na Justiça uma indenização de 40 milhões de reais porque o clube deu prioridade na venda de cervejas na Arena e tiveram que suspender a concessão. É que, o Palmeiras recebeu uma área de outra cervejaria , em décadas passadas, para aumentar o estádio. A concessão é para sempre. O Palmeiras teve que recuar e a outra cervejaria recorreu à Justiça. Se perder, até a ação terminar, a conta vai passar de 40 milhões.
Não bastasse isso há o problema da Arena. O estádio é bonito, mas a briga entre Palmeiras e W. Torre está feia. Na negociação do contrato, a turma de Luis Gonzaga Belluzo comeu mosca e o Conselho Deliberativo aprovou tudo.
Até por que, ninguém lê contratos. Agora, como resolver ? Vamos aguardar. É a velha história do copo que pode estar meio cheio ou meio vazio, dependendo do lado que se olha. Ou então, a frase da moda: está ruim, mas está bom.
Enquanto isso, discutimos amenidades e passamos ao largo da realidade.
P.S. – Esta é para conferir lá na frente. Existe uma comissão de Sindicância que vai propor a eliminação de Luis Gonzaga Beluzzo do Palmeiras. Quem viver, verá.





































































































































