Situação complicada - Recessão à Brasileira

O futebol brasileiro vive de medalhões e tem poucos jovens que podem render no futuro

A recessão também está no futebol. É só assistir aos jogos do Brasileirão, o principal campeonato do País.

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Campinas, SP, 30 (AFI) – Como o nome desta coluna é Futebol & Cia, aqui vai um pouco de Cia, ou melhor, de política e economia. Mas que queda de braço entre o executivo, comandado pela presidente Dilma Vana Rousseff e o legislativo presidido pelo Cunha na Câmara e pelo Calheiros no senado, hein! Ela ganha um round, perde outro mas o resultado final é um só: o bolso do povo mais empobrecido, com a inflação quase nos 10%, o dólar a R$ 3,60 e o PIB do primeiro semestre caindo 2,1%(0,2% no primeiro trimestre e 1,9% no segundo).

Junto com a inflação e o dólar, o que sobe também é o desemprego superando os 8%. Uma recessão à brasileira, a qual não se via desde 1990, no governo Collor, portanto há 25 anos. A recessão também está no futebol. É só assistir aos jogos do Brasileirão, o principal campeonato do País.

Gabriel Jesus é um dos poucos nomes que dão esperança para o futuro do futebol brasileiro

Gabriel Jesus é um dos poucos nomes que dão esperança para o futuro do futebol brasileiro

O líder Corinthians e o vice-líder Atlético Mineiro, são somente times competitivos, bem estruturados, mas sem brilhos. Não jogam um futebol de encher os olhos.

A competição tem jogadores veteranos, que ainda conseguem destaques como Zé Roberto no Palmeiras, Marcelinho Paraiba no Joinville, Juan no Internacional, Ronaldinho Gaúcho no Fluminense, Emerson Sheik no Flamengo, Rodrigo no Vasco, Ricardo Oliveira e Renato no Santos, Douglas no Grêmio e outros.

Todos eles estão com mais de 35 anos.

O forte do futebol brasileiro sempre foram os jovens, mas são poucos, como os do Santos: Lucas Lima, Gabriel, Geuvânio, Gustavo Henrique, Thiago Maia e Marquinhos Gabriel. Gabriel Jesus no Palmeiras é uma grande promessa. Eles poderão não estar mais no nosso futebol em 2016, porque com o euro a 4 reais, fica fácil para os clubes estrangeiros contrata-los.

Assim como a política e a economia, o futebol está em uma fase recessiva desde o fracasso da Copa do Mundo, com uma organização medíocre, jogos ruins e arbitragens péssimas. Mudanças urgentes são necessárias, mas para aparecerem, vai demorar um bom tempo. Haja paciência.

“EU ME DEFINO COMO UM OPERÁRIO DAS OPORTUNIDADES”

Franz Beckenbauer, campeão do mundo pela Alemanha em 1974 como jogador e em 1990 como treinador no livro: Pensar com os pés.