Sílvio Gumiero: Tarzan e Chita. Presidente e a Macaca

Com esses jogadores, eu penso que nem o Tite ou o Cuca enfrentariam o Brasileirão sem o perigo do rebaixamento.

Com esses jogadores, eu penso que nem o Tite ou o Cuca enfrentariam o Brasileirão sem o perigo do rebaixamento.

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Os mais experientes torcedores da Ponte Preta devem se lembrar dos filmes do Tarzan. Foram 18 atores em 80 anos, entre 1918 e 1998, que representaram o Rei das Selvas. Cada um reinou por volta de 5 anos. Eu me lembro do Johnny Weismuller, Lex Barker e Gordon Scott.

Também os mais jovens torcedores da Macaca, assistem até hoje, os desenhos animados daquele que só queria o bem da natureza. Tarzan convivia bem com a sua mulher Jane e dava ordens expressas e coerentes para a macaca Chita.

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Ela, a Chita, cumpria as suas obrigações com muita obediência. Assim eles viviam felizes, com Tarzan pulando de árvore em árvore com a ajuda dos cipós, liderando os bichos da floresta.

Esta introdução da coluna é só para mostrar que a liderança de um clube, que tem o futebol como o único alicerce, precisa de um presidente, uma diretoria de futebol, com pulsos firmes e planejamentos solucionáveis adequados para cada caso.

PROBLEMA É O ELENCO
Não foi o que aconteceu com a demissão do treinador Felipe Moreira e a demora de apresentar o novo comandante.

Desencontros até agora, revelam que a transparência é o que menos aparece. A situação da Macaca não é de treinador, mas sim de elenco.

Com esses jogadores, eu penso que nem o Tite ou o Cuca enfrentariam o Brasileirão sem o perigo do rebaixamento. Eu já escrevi que, o Paulistão, a Copa do Brasil e a Sul-Americana, são competições que devem ser deixadas de lado e focar o Brasileirão, que com uma boa campanha, pode levar a Macaca à Libertadores.

Para isso é necessário contratações de jogadores que venham para jogar, para serem titulares, para resolver. O presidente que está há 20 anos no poder, contrariando os princípios democráticos, pode muito bem imitar o Tarzan e dar ordens expressas e coerentes à Macaca, para que o bem da coletividade alvinegra aconteça.